O prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), fez elogios enfáticos ao senador Angelo Coronel (PSD) ao comentar a atuação do parlamentar em defesa dos interesses dos municípios. A declaração foi dada nesta quarta-feira (4), durante entrevista concedida na sede da UPB, em Salvador. Na avaliação do gestor, a liderança de Coronel em pautas municipalistas foi determinante para evitar um cenário de colapso financeiro nas administrações locais, especialmente com a articulação da PEC 66.
“O Coronel foi, para os municípios da Bahia e do Brasil, o maior senador da história. Se você avaliar, não sou eu quem está dizendo, são os números. O Coronel teve a coragem de implementar a PEC 66, que salvou a vida dos municípios da gestão passada”, afirmou.
Ao aprofundar a análise, Zé Cocá explicou que a principal contribuição do senador esteve relacionada ao enfrentamento das altas contribuições previdenciárias impostas às prefeituras, que comprometiam severamente os orçamentos municipais. Segundo ele, antes da mudança, a exigência de repasse de 22% ao INSS não condizia com a realidade de arrecadação das cidades.
“Só 6,8% da receita do INSS eram pagos. Você tinha a condição de pagar 22%, se era obrigado, mas você só conseguia pagar 6%, porque os municípios não tinham condição de receita”, destacou, lembrando que a fixação do teto em 8% trouxe alívio imediato à gestão local.
O prefeito, no entanto, demonstrou preocupação com os rumos posteriores da proposta, ao criticar as modificações que alteraram o espírito original da PEC. Para ele, o aumento progressivo das alíquotas previsto nos próximos anos pode recolocar os municípios em situação de vulnerabilidade financeira.
“O Coronel conseguiu uma PEC para 8%, que infelizmente depois foi mudada agora para subir para 12%, no ano que vem 14%, no outro 16% e depois zera com 20%. Isso irá inviabilizar novamente o município”, alertou.
Encerrando sua fala, Zé Cocá ressaltou que o reconhecimento ao senador Angelo Coronel é compartilhado por diversos prefeitos baianos e reflete uma atuação política sensível às dificuldades enfrentadas na ponta do serviço público. Para ele, valorizar esse tipo de postura é essencial para fortalecer o municipalismo.
“O Coronel foi um cara que pensou nos municípios naquele momento. Nada mais justo do que a gente reconhecer esse papel dele”, concluiu.
