O presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Wilson Cardoso (PSB), defendeu a ampliação do diálogo entre o IBGE e as administrações municipais durante a abertura da Conferência Nacional dos Agentes Produtores e Usuários de Dados (CONFEST/CONFEGE), realizada nesta quarta-feira (3) no Senai Cimatec, em Salvador. O evento, organizado pelo instituto com apoio do governo baiano, reúne gestores e especialistas de todo o país para discutir a produção e o uso de informações oficiais.
Em discurso, Cardoso afirmou que os dados gerados pelo IBGE são indispensáveis para orientar decisões de governo, especialmente no planejamento de políticas públicas e na distribuição de recursos. Ele citou a realização de novos levantamentos, como o Censo Rural e pesquisas na área pecuária, como instrumentos que influenciam diretamente setores como educação, agricultura familiar e agronegócio.
“Essas informações do IBGE, esses levantamentos… têm uma importância muito grande. É com elas que se direciona e se planeja políticas públicas”, disse. O presidente da UPB destacou que prefeitos utilizam regularmente indicadores do instituto para fundamentar convênios e justificar demandas apresentadas aos governos estadual e federal.
Segundo ele, é necessário aproximar o órgão dos municípios para facilitar o acesso às informações e melhorar a qualidade do planejamento local. “Nós usamos dados do IBGE para justificar obras e convênios. Precisamos aproximar mais o IBGE dos municípios, e eles entenderam isso. Já vamos começar a trabalhar de mãos dadas”, afirmou.
Cardoso também comentou dificuldades enfrentadas durante o último Censo, realizado em meio à transição do governo federal. Ele criticou a falta de atenção da gestão anterior ao órgão e elogiou o processo de reestruturação em curso, que ampliou o escopo de pesquisas e indicadores. Entre as novas iniciativas, ele mencionou levantamentos internacionais para mapear brasileiros no exterior e estatísticas sobre a população em situação de rua.
“O governo passado não deu a atenção que o IBGE merece. Agora, várias estatísticas estão sendo incorporadas, inclusive fora do Brasil, para termos noção de quantos brasileiros vivem no exterior. Haverá também levantamento sobre pessoas que vivem nas ruas”, afirmou.
Para o presidente da UPB, a expansão dos estudos reforça a precisão das informações e melhora o planejamento público. “Com estatística, você planeja. Ter dados confiáveis é essencial, e o IBGE cumpre esse papel”, concluiu.


