O presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Wilson Cardoso, afirmou nesta quinta-feira (9) que a Bahia enfrenta um desequilíbrio na sua matriz logística, com forte dependência do transporte rodoviário.
Em entrevista à imprensa, Cardoso destacou que a maior parte do escoamento da produção ainda ocorre por estradas. “Todos nós sabemos que existe aí um desequilíbrio, mais de 65% são transportados por rodovias e tem um desequilíbrio com a ferrovia”, afirmou.
Segundo ele, a infraestrutura rodoviária também apresenta desafios, com necessidade de duplicação e manutenção constante. “As estradas que precisam ser duplicadas, outras que precisam estar o tempo todo sendo recapeadas. A Bahia tem esse problema aí da logística”, disse.
O presidente da UPB também mencionou entraves no desenvolvimento ferroviário, citando a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol). “Você tem um problema da ferrovia oeste e leste também, que alguns trechos nem começaram, outro já tão avançado”, declarou.
De acordo com Cardoso, a deficiência logística impacta diretamente no custo dos produtos e na competitividade da economia baiana. “Toda vez que você não tem uma boa logística termina que o produto chega para o consumidor final mais caro pelo custo que é através da rodovia”, afirmou.
Ele também apontou prejuízos no cenário de exportação. “Até a exportação, a Bahia perde um pouco a competitividade em função da falta de velocidade, também da distribuição daqueles que estão produzindo”, disse.
Por fim, o dirigente defendeu que o tema seja tratado de forma conjunta e sem disputas políticas. “Eu acho que a pauta da logística tem que ser tratada sem políticas, com muita união, envolvendo todos os deputados, senadores, os municípios”, afirmou.
Cardoso concluiu ressaltando que a melhoria da infraestrutura é essencial para ampliar a produção no estado. “Tem muitos pequenos e grandes produtores que querem aumentar a sua produção, mas a logística não permite. Então, eu acho que está na hora de dar um equilíbrio entre rodovia e ferrovia”, concluiu.
