Salvador, 23/03/2026 19:44

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Werner rebate secretário do Rio e defende estratégia de inteligência nas operações policiais da Bahia

Werner
Foto: Amanda Ercília/GOVBA
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O secretário de Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, rebateu nesta quarta-feira (5) a comparação feita pelo secretário de Segurança do Rio de Janeiro, Victor Santos, que destacou o número de apreensões de fuzis no estado fluminense. Santos havia dito que “a Bahia, até agora, apreendeu 115 fuzis neste ano. Nós apreendemos quase isso em uma única operação”, ao defender a atuação das forças de segurança do Rio.

Em resposta, Werner afirmou que o foco da Bahia não está apenas na quantidade de armas apreendidas, mas na qualidade e eficiência das operações conduzidas com base em inteligência e investigação. “O que a gente registra é a quantidade do nosso trabalho, a quantidade das diversas operações que estão sendo realizadas. São mais de 360 operações realizadas este ano”, disse o secretário.

Werner destacou a *Operação Freedom, deflagrada nesta terça-feira (4), como exemplo da estratégia adotada pela Bahia. A ação resultou em *38 prisões e na asfixia financeira de uma facção criminosa, com o bloqueio de 51 contas bancárias e o sequestro judicial de até R$ 1 milhão por conta. “Essa operação mostrou bem o objetivo do nosso trabalho: um policiamento orientado pela inteligência e pela investigação. Estamos buscando uma repressão qualificada”, afirmou.

O secretário também ressaltou que o estado tem intensificado o combate às lideranças do crime organizado. “Somente este ano, mais de 60 lideranças foram alcançadas, e mais da metade delas em outros estados da federação”, disse.

Werner anunciou ainda a publicação, no Diário Oficial do Estado, da portaria que institui o Programa de Policiamento Orientado pela Inteligência, lançada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT). Segundo ele, a medida formaliza o modelo que já vem sendo aplicado nas ações integradas entre as forças de segurança baianas.

“O combate às facções criminosas hoje precisa ser feito de forma integrada com o governo federal e com os demais estados. A criminalidade tem uma dinâmica interestadual e não pode ser enfrentada de forma isolada”, concluiu Werner.

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