Em encontro com parlamentares eleitos, reeleitos e não eleitos nesta terça-feira (13), o senador Jaques Wagner (PT-BA) orientou que os políticos não interfiram nas manifestações populares organizadas de forma espontânea na Bahia. Ao lado do governador Jerônimo Rodrigues e do senador eleito Rui Costa, ele avaliou que o movimento nas ruas tem cumprido seu papel por conta própria e não precisa de comando partidário.
“A rua tem um grau de espontaneidade que nós, tradicionalmente, temos o vício de querer chegar lá e comandar. Não é para comandar. As pessoas sabem o que estão fazendo e não estão afim de se atrelar a partidos A, B, C ou D”, explicou Wagner. “Elas querem se manifestar a favor da democracia, da soberania e contra o perigo que está na porta. Eu peço que não tentem dirigir as ruas”, acrescentou o senador.
Para ele, o papel dos políticos deve ser o de mobilizar as pessoas que não foram votar no primeiro turno das eleições e reduzir o nível de abstenção. “Nós temos uma responsabilidade muito grande, porque, no primeiro turno, tivemos menos votos para Lula do que quatro anos atrás. Agora é ir de porta em porta e dizer: ‘Amigo, a Bahia já decidiu por Jerônimo. Vamos dar conforto a ele para continuar melhorando o estado?’’’, propôs Wagner.
O esforço, segundo o cálculo do senador, tem o potencial de ajudar a reverter o resultado da eleição presidencial a favor do presidente Lula. “Ele tem, pelo menos, 3 milhões de votos a conquistar no Nordeste. E nós, aqui na Bahia, podemos dar a ele pelo menos mais 500 mil votos, sem grandes dificuldades”, opinou. Wagner analisou ainda que a abstenção já tende a cair, porque o segundo turno trata apenas da votação para presidente.