Salvador, 05/03/2026 13:49

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Wagner e Rui tiveram papel crucial em plano que pode ter frustrado golpistas; entenda

jaques wagner e rui costa
Foto: João Ramos / Ascom
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O atual ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o senador Jaques Wagner, além do ex-procurador-geral da República, Augusto Aras, tiveram papel importante para impedir o sucesso de um golpe de Estado no Brasil em dezembro de 2022. 

De acordo com o livro “O Procurador”, do jornalista Luís Costa Pinto, lançado em julho deste ano, o trio influenciou na mudança da data de diplomação do presidente eleito, Lula (PT), e do vice, Geraldo Alckmin (PSB). 

No livro, o jornalista conta que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, durante a comemoração dos seus 55 anos, comentou com alguns dos convidados que teve conhecimento de um documento para formalizar a decretação de estado de sítio, além de receber a informação de Aras sobre movimentações golpistas. “Na cabeça dos bolsonaristas a combinação de Estado de Sítio e GLO cancelaria a solenidade formal no TSE”, disse trecho do livro. 

Com a possibilidade de golpe, Toffoli e Aras buscaram seus interlocutores no PT. Então, o procurador convidou o então governador baiano Rui Costa e o senador Jaques Wagner a irem até a sua residência. Ele “sugeriu aos dois petistas que propusessem à equipe de transição de Lula, e ao corpo jurídico do PT, antecipar a diplomação” de Lula, o que “desarticularia os preparativos para a intentona golpista”.

Antecipar a diplomação em uma semana “desorganizou e expôs o levante”, diz o livro. Mesmo assim, a sede da Polícia Federal, em Brasília, foi atacada no dia 12 de dezembro, quando Lula foi finalmente diplomado.

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