O senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou que propôs ao também senador Ângelo Coronel (PSD) a possibilidade de ocupar a suplência como alternativa para reduzir tensões na formação da chapa governista para as próximas eleições. A declaração foi dada em entrevista ao programa Política Ao Vivo, na manhã desta quarta-feira (14).
Segundo Wagner, a sugestão foi apresentada como tentativa de evitar um racha interno no grupo aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Bahia. “Então, eu falei com o Coronel, falei: Coronel, não vamos brigar por isso, vai rachar só pelo prazer de ser candidato? Vambora tentar fazer um bem bolado. E aí eu falei, por que você não pode ser meu suplente? Ele, por enquanto, não deu resposta, se ele tivesse dado a resposta já estava resolvido”, afirmou.
O senador relatou que, até o momento, não houve uma posição definitiva de Coronel sobre a proposta, o que mantém o impasse em aberto. A disputa ocorre em um contexto em que o grupo governista conta com mais nomes competitivos do que vagas disponíveis para a chapa majoritária.
Na mesma entrevista, Wagner disse que a principal orientação do presidente Lula é garantir a eleição de aliados para fortalecer a base do governo no Congresso Nacional. “O pedido dele é para eleger aliados. Assim, temos um bom problema: três candidatos para duas vagas, mas, se depender de mim, vamos dar conforto a todos os aliados. Tenho muito orgulho desse grupo. Política se faz juntando, e não espalhando”, afirmou o senador.
Líder histórico do PT baiano e um dos principais articuladores políticos do campo governista no estado, Wagner tem defendido que a construção da chapa seja marcada pela negociação e pela preservação da unidade. Para ele, o desafio é acomodar os diferentes interesses sem comprometer o projeto político mais amplo de sustentação do governo federal no Legislativo.

