O senador Jaques Wagner (PT) afirmou que as notícias envolvendo o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) e o Banco Master podem afetar o cenário político da disputa estadual. A declaração foi dada ao comentar as informações divulgadas sobre a relação do banco com a gestão municipal durante o período em que Neto esteve à frente da prefeitura.
Segundo Wagner, episódios negativos tendem a ter impacto em campanhas eleitorais, ainda que não seja possível medir o tamanho do efeito no momento.
“Evidentemente que notícia ruim sempre compromete uma caminhada que você está fazendo. Não vou dizer o que vai significar, X, Y por cento, mas sem dúvida nenhuma, até porque isso é só o começo, é a ponta do iceberg. Pelo que eu estou sabendo, tem mais coisa a caminho por aí”, afirmou.
O senador disse ainda que, segundo informações de que tem conhecimento, há investigações em andamento que ainda estão sob sigilo.
“Não sei o que que é, porque ainda está sob sigilo a investigação, mas hoje, por exemplo, saiu o decreto de exclusividade que ele fez”, declarou.
Wagner também comparou o caso com a venda da antiga rede de supermercados estatal da Bahia, ocorrida em gestões petistas, e afirmou que, na avaliação dele, as situações seriam diferentes.
“Nós estamos muito à vontade nesse episódio que o que a gente fez foi vender, privatizar, uma rede de supermercado estatal e com a rede foi o conjunto todo. Agora, quem não tinha rede de supermercado para vender, tem que explicar então porque que chamou o cartão para atuar lá, na prefeitura ou no governo de estado. Aí a explicação cabe a ele”, disse.
O episódio passou a integrar o debate político na Bahia em meio às movimentações de pré-campanha para as eleições estaduais, nas quais ACM Neto é apontado como um dos principais nomes da oposição ao grupo político liderado pelo PT no estado.
