Salvador, 26/03/2026 14:31

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Wagner atribui retirada de MP do IOF a “jogo eleitoral” e clima pré-campanha

Jaques Wagner
Foto: Divulgação
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O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), criticou na quarta-feira (8) a decisão da Câmara dos Deputados de retirar de pauta a medida provisória que tratava de alternativas ao aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Para o senador, a movimentação da base opositora tem caráter político-eleitoral.

“Há uma perda de racionalidade na política. Acho que disputa eleitoral é disputa eleitoral e as construções necessárias são construções necessárias. E o que prevaleceu hoje foi o jogo eleitoral. O governo vem acumulando alguns pontos positivos, e bateu agonia do lado de lá. Hoje viram a aprovação do presidente Lula melhorar. Ou seja, estão vendo o governo ganhando tudo e resolveram colocar um freio nessa sequência. Infelizmente, estamos vivendo um momento pré-eleitoral antes da hora”, afirmou Wagner.

A retirada da MP inviabiliza a votação da proposta, que perde a validade nesta quarta-feira (9). O texto era considerado prioritário pela equipe econômica do governo e poderia gerar cerca de R$ 17 bilhões aos cofres públicos em 2026, ano eleitoral.

O plenário da Câmara registrou 251 votos favoráveis e 193 contrários. A medida previa mudanças na tributação de investimentos, fintechs e compensações tributárias. O relator da proposta, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), havia flexibilizado trechos do projeto original para atender a demandas de parlamentares ligados ao setor produtivo, principalmente do agronegócio.

Mesmo com o acordo costurado, governistas afirmam que a oposição rompeu o entendimento na hora da votação. A derrota representa um revés para o Planalto, que agora busca alternativas para recompor a arrecadação prevista.

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