Salvador, 09/08/2026 10:48

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Wagner aponta diálogo social como o maior ativo de gestões petistas: “Bahia perdeu o medo”

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Em vídeo nas redes sociais, senador defendeu o império da lei e afirmou que a aproximação com prefeitos e vereadores superou o antigo modelo baseado no medo.

O senador Jaques Wagner (PT-BA) publicou um balanço político nas redes sociais, nesta segunda-feira (3 de agosto), avaliando o impacto histórico da transição governamental iniciada na Bahia em 2007. O parlamentar argumentou que, embora investimentos em infraestrutura, saúde e educação sejam fáceis de contabilizar, a maior conquista de seu grupo político foi a mudança de comportamento na relação entre o Palácio de Ondina e os cidadãos.

Conforme o ex-governador, o principal avanço alcançado nas últimas duas décadas reside na normalização institucional e na garantia da liberdade de expressão para lideranças municipais e movimentos sociais.

Os pilares da governabilidade democrática

  • Relação horizontal: Substituição da antiga postura autoritária por um canal aberto com os municípios.
  • Autonomia federativa: Prefeitos e vereadores passaram a ser tratados sem discriminação partidária.
  • Fim da cultura do medo: Descentralização do poder e estímulo ao debate público nas regiões.

“Se tem uma coisa que eu considero um ativo muito forte, mas que não é tão perceptível quanto uma estrada, escola ou hospital, é o ativo de ter normalizado a relação entre os poderes e as pessoas aqui no estado”, explicou o senador, traçando uma linha divisória com o modelo político que predominava no estado até o início dos anos 2000.

Wagner relatou que encontrou uma Bahia “com medo” ao assumir o cargo de governador, pontuando que o exercício pleno da democracia exige coragem e disposição para enfrentar o dissenso. “Como é governar exercendo a democracia? É extremamente difícil. Para eles, era mais fácil governar metendo medo em todo mundo e todo mundo dizendo ‘amém’. Eu não acredito nisso e me arrisquei. As pessoas se afeiçoaram pelo jeito da gente fazer política, principalmente os prefeitos, as prefeitas e os vereadores”, relembrou.

O senador concluiu o pronunciamento emitindo um alerta sobre os limites da liberdade de expressão no ambiente político atual, criticando aqueles que tentam desvirtuar as garantias democráticas para promover ataques pessoais e propagar desinformação. “É óbvio que muita gente pega a liberdade, que também é um ativo da democracia, e leva para o exagero, com a falta de respeito. Eu digo sempre: ‘Democracia é o território do império da lei’. Se tem uma regra, tem um combinado entre nós, vamos respeitar”, sentenciou Jaques Wagner.

Jornalista, escritor e estrategista de comunicação. Profissional de visão analítica e atuação multidisciplinar, forjou-se na redação do Grupo A Tarde (jornalismo popular e cidade) e na comunicação institucional da AGERBA. Alia o faro investigativo ao rigor técnico, com experiência em coleta e análise de dados primários e econômicos para órgãos públicos. Em sua trajetória, comandou a assessoria de imprensa e a gestão de redes sociais em campanhas políticas para bases superiores a 300 mil seguidores. É especialista em redação SEO e copywriting, produzindo textos e conteúdos corporativos para gigantes do mercado (como Bradesco e Odebrecht), além de atuar como estrategista na elaboração de centenas de projetos institucionais e ESG de alto impacto para captação de recursos. No mercado editorial, codirige um empreendimento ligado a uma fraternidade esotérica e já assinou a edição final e a revisão de dois livros publicados.

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