Salvador, 12/05/2026 11:05

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Wagner acusa Flávio Bolsonaro de mentir e cita mansão, loja de chocolate e rachadinha

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Líder do governo no Senado rebateu tentativa de associar o PT da Bahia ao caso Banco Master e disse que o filho de Jair Bolsonaro precisa “explicar o dele” antes de acusar adversários.

O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, reagiu às declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre supostas ligações entre o Banco Master e o PT da Bahia. Wagner acusou Flávio de mentir, afirmou que assinou o pedido de CPI sobre o caso e disse que a origem do episódio estaria no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. A fala foi repercutida em vídeo publicado pelo Política Ao Ponto.

É preciso que o Flávio pare de mentir. Ele mente. A CPI do Banco Master foi proposta pelo senador Rogério Carvalho, do PT de Sergipe. Se vocês quiserem puxar, está lá a minha assinatura a favor dessa CPI. Estou muito à vontade com esse assunto”, declarou Wagner.

Na sequência, o senador baiano afirmou que o caso não teria origem no atual governo Lula e direcionou a crítica ao ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio. “A gênese desse processo foi no governo do seu pai, Jair Messias Bolsonaro”, disse.

Wagner também citou, em tom de ataque político, episódios associados ao senador Flávio Bolsonaro. “Aqui na Bahia ninguém tem casa de seis milhões com juro beneficiado, ninguém do PT da Bahia tem loja de chocolate e não tem no PT da Bahia o campeão das rachadinhas. Então, é melhor que ele explique o dele do que acusar os outros”, afirmou.

A declaração ocorre no contexto das discussões sobre a CPMI do Banco Master. Em fevereiro, a Rádio Senado informou que o pedido de criação da comissão foi protocolado com apoio de 42 senadores e 238 deputados federais, com objetivo de investigar supostas irregularidades envolvendo a instituição financeira.

O termo “rachadinha”, citado por Wagner, remete a investigações antigas sobre suspeitas envolvendo o gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, quando ele era deputado estadual. Reportagem da Reuters de 2024 registrou que decisões judiciais anularam provas no caso e que a Justiça fluminense arquivou a investigação, embora o episódio siga sendo explorado politicamente por adversários do senador.

Jornalista, escritor e estrategista de comunicação. Profissional de visão analítica e atuação multidisciplinar, forjou-se na redação do Grupo A Tarde (jornalismo popular e cidade) e na comunicação institucional da AGERBA. Alia o faro investigativo ao rigor técnico, com experiência em coleta e análise de dados primários e econômicos para órgãos públicos. Em sua trajetória, comandou a assessoria de imprensa e a gestão de redes sociais em campanhas políticas para bases superiores a 300 mil seguidores. É especialista em redação SEO e copywriting, produzindo textos e conteúdos corporativos para gigantes do mercado (como Bradesco e Odebrecht), além de atuar como estrategista na elaboração de centenas de projetos institucionais e ESG de alto impacto para captação de recursos. No mercado editorial, codirige um empreendimento ligado a uma fraternidade esotérica e já assinou a edição final e a revisão de dois livros publicados.

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