Salvador, 11/01/2026 17:33

Jornalismo ético compromissado com a verdade

Brasil

VP da Brazil Iron declara: “de nada adianta termos carros elétricos se a produção continuar sendo feita com um aço que elimina uma grande quantidade de gases de efeito estufa”

IMG-20250917-WA0239
fallback user

Compartilhe:

google-news-follow

O vice-presidente da Brazil Iron, Emerson Souza, destacou, nesta quarta-feira (17), na ABX25, a necessidade de integrar toda a cadeia produtiva para reduzir a emissão de gases de efeito estufa.

“A indústria automobilística foi uma das primeiras no mundo a se mover nesse processo, já pela eletrificação dos carros. Mas de nada adianta termos carros elétricos se a produção continuar sendo feita com um aço que, na sua geração, elimina uma grande quantidade de gases de efeito estufa na atmosfera. A integração é fundamental”, afirmou Souza, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

“O ferro verde é um insumo produzido a partir do minério de ferro tradicional, mas com um processo totalmente descarbonizado. Ele é o único insumo que possibilita a transformação em aço verde, ou seja, uma matéria-prima para carros e para a indústria de base sem emissão de gases de efeito estufa”, afirmou Souza.

Segundo o executivo, apenas 3% do minério de ferro do mundo possui essa capacidade, e que o Brasil, especialmente a Bahia, tem condições únicas para o desenvolvimento desse material: “O Brasil tem uma janela de oportunidade para entrar na vanguarda da descarbonização da indústria de base como um todo. A Ásia e a Europa já estão vendo a necessidade de produzir aço verde. A corrida pelo material é grande, e a indústria automotiva é uma das primeiras a buscar esse produto para construir carros que sejam verdes não apenas na condução, mas também na fabricação”.

O projeto brasileiro na Bahia inclui três etapas de beneficiamento até chegar ao ferro verde, conhecido tecnicamente como HBI. “Além de gerar um produto mais amigável ao planeta, o processo cria empregos, arrecada impostos e aumenta o valor agregado da produção exportada”, concluiu.

Gostou? Compartilhe!

google-news-follow

LEIA TAMBÉM

publicidade