Milton Cerqueira registou queixa-crime na Polícia Civil da Bahia após receber mensagens intimidatórias com referências políticas; denúncia também aponta perseguição e desinformação após exoneração
O prefeito do município de Coaraci, Milton Dias Cerqueira, conhecido popularmente como “Miltinho”, formalizou uma participação criminal junto da Polícia Civil da Bahia contra o ex-servidor comissionado Gustavo Tavares Costa. Segundo o comprovativo de comunicação de facto lavrado na Delegacia Virtual sob o protocolo 2026/0000781124-8, o alcaide denunciou ter sido alvo de graves ameaças contra a sua vida e integridade física, além de alegada perseguição e disseminação de informações falsas contra a administração municipal após a exoneração do ex-funcionário.
De acordo com o depoimento prestado às autoridades, os factos ocorreram na noite de 14 de outubro de 2026, entre as 21h51 e as 21h54, enquanto o gestor se encontrava hospedado num hotel em Brasília. Através da aplicação WhatsApp, o ex-servidor terá enviado uma série de mensagens de teor intimidatório, documentadas em capturas de ecrã anexadas ao processo: “Fique sabendo seus dias está contado governo passa tempo”, “Não vou lhe perdoar vc vai me pagar caro”, “Reze muito que vou acabar com sua vida” e “Estou com muito ódio de vc a vingança é um prato que se come cru”. Na mesma sequência, o remetente inseriu uma alusão à disputa eleitoral nacional ao afirmar que “Flávio Bolsonaro vai ganhar”, antes de alegar problemas cardíacos decorrentes do seu desligamento.
Conforme consta da denúncia encaminhada à autoridade policial, a animosidade teve início logo após a destituição de Gustavo do cargo em comissão que ocupava na autarquia. O documento sustenta que o ex-servidor passou a publicar vídeos e declarações hostis na internet, promovendo ataques sistemáticos e espalhando boatos com o objetivo de comprometer a imagem e a regular prestação dos serviços públicos no município. Diante da severidade dos termos empregados e do fundado receio pela sua segurança pessoal, o alcaide requereu a instauração de inquérito e a adoção de medidas policiais protetivas.
O espaço permanece aberto para que Gustavo Tavares Costa apresente a sua versão sobre os factos reportados. A redação procurou estabelecer contacto com o visado através do contacto telefónico constante do registo policial, mas não obteve resposta até ao fecho desta publicação, mantendo-se o canal disponível para a inclusão do respetivo contraditório.