O deputado estadual Vitor Bonfim (PV) afirmou que mantém negociações avançadas para se filiar ao PSB na próxima janela partidária, prevista para março, e avaliou que a possível saída do senador Angelo Coronel da base governista não deve comprometer o projeto de reeleição do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), em 2026.
Segundo Bonfim, as conversas para a migração partidária fazem parte de uma estratégia de reorganização do PSB no Estado. “Estamos em tratativas, até porque a janela partidária vai se abrir logo agora no começo do mês de março, permitindo que os deputados que possuem mandato possam fazer essa migração sem sofrer a perda do seu mandato”, afirmou.
O parlamentar disse que o diálogo com a deputada federal Lídice da Mata (PSB) tem avançado e que a proposta é construir uma legenda mais competitiva para o próximo ciclo eleitoral. “A conversa com a deputada Lídice da Mata está sendo bastante produtiva. É uma construção de um PSB para 2026 renovado, com, eu brinco, um projeto do PSB 4.0, um PSB mais robusto, turbinado, para 2026, e a gente poder protagonizar aqui no Estado”, declarou.
De acordo com Bonfim, as articulações envolvem também lideranças municipais. “As conversas com o prefeito de Jequié, Zé Cocá, também estão bastante avançadas e a expectativa é que a gente possa concluir essas conversas até o início da janela partidária”, disse.
Ao comentar o possível desembarque do senador Angelo Coronel (PSD) da base do governo, Vitor Bonfim afirmou receber a notícia com preocupação pessoal e política. “Com tristeza, porque no meu caso em especial eu tenho uma relação muito próxima com o Diego, com o Ângelo Coronel Filho, com o próprio senador Ângelo Coronel. É uma amizade de anos”, afirmou.
O deputado disse esperar uma reavaliação do movimento por parte do senador e de sua família. “Espero que o senador Coronel, o deputado Diego e o deputado Ângelo Filho possam repensar essa situação. Acho que na política, enquanto houver tempo, há esperança e razão para que a gente possa caminhar junto”, declarou. Para Bonfim, os vínculos construídos ao longo dos anos pesam mais do que as divergências recentes. “Na minha opinião, os motivos para ele permanecer aqui são maiores do que as razões para ele poder migrar para um outro grupo político”, disse.
Apesar das especulações de que a saída de Coronel poderia fragilizar o governador, Bonfim minimizou os efeitos eleitorais da movimentação. “Eu não acredito que isso vá impactar na reeleição do governador Jerônimo Rodrigues. O governador tem uma base sólida construída ao longo desses três anos de gestão”, afirmou.
Segundo o deputado, Jerônimo ampliou alianças desde 2022 e mantém boa relação com prefeitos e lideranças locais. “Ele conseguiu trazer para o seu campo político várias pessoas que não caminharam com ele em 2022”, disse. Para Bonfim, os compromissos já firmados em torno da reeleição tendem a ser mantidos. “Acredito que essas palavras que já foram dadas de apoio não serão impactadas por essa movimentação do senador Ângelo Coronel”, afirmou.
O parlamentar também associou o cenário estadual ao desempenho do governo federal. “Acredito na reeleição do presidente Lula. A influência da eleição presidencial é forte”, disse, citando indicadores econômicos como câmbio, mercado financeiro e desemprego. Segundo ele, esse contexto fortalece o projeto governista na Bahia. “Isso obviamente ajuda na reeleição do governador Jerônimo Rodrigues”, afirmou.
Bonfim avaliou ainda que a eventual chapa majoritária contará com nomes de peso. “Tendo ao seu lado o ministro Rui Costa e o senador Jaques Wagner, são figuras que têm uma força política grande”, disse. Para ele, o grupo chegará competitivo em 2026. “Vai ser uma chapa que vai chegar com robustez e força política”, concluiu.
