Salvador, 18/03/2026 16:19

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Violência Institucional é tema no Papo de Mulher da Semu

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Dando continuidade às comemorações do Mês da Mulher, a Secretaria da Mulher de Camaçari (Semu) levou o tema “Violência Institucional” para o debate durante a atividade Papo de Mulher, realizada no auditório da Secretaria de Governo (Segov), que reuniu servidoras e servidores do Poder Executivo municipal, bem como representantes de instituições e da sociedade civil.

Para a palestrante Nelma Barreto – pesquisadora, especialista em Direito da Mulher –, falar sobre violência institucional é também abordar o assédio moral, prática que compromete a qualidade do serviço público prestado, bem como a saúde do trabalhador. “Pessoas assediadas não conseguem entregar um serviço de excelência à sociedade, que é nossa maior credora. Além disso, esse cenário contribui para o inchaço da máquina pública, já que o adoecimento causado pelo assédio onera os cofres públicos e pode levar à aposentadoria precoce”, pontuou.

A vice-prefeita, Pastora Déa Santos, ressaltou a urgência de tratar a violência institucional com a mesma atenção dada a outros tipos de violência vivenciados pelas mulheres. “A gente fala muito da violência doméstica, da psicológica, entre tantas outras, mas, por vezes, a institucional acaba ficando adormecida. No entanto, ela é tão necessária e urgente quanto qualquer outro tipo de violência que a servidora ou o servidor possa sofrer no ambiente de trabalho. Até porque, muitas vezes, passamos mais tempo no trabalho do que com nossas próprias famílias”, observou.

Segundo a secretária da Semu, Branca Patrícia, a pasta vem desenvolvendo políticas públicas voltadas à garantia dos direitos das mulheres, abordando a temática em diferentes instâncias e níveis. “A iniciativa busca promover a conscientização de todos os nossos servidores, para que essa prática não persista entre nós”, afirmou, ao ressaltar a urgência de ampliar esse debate no âmbito da Prefeitura.

Para a gestora da Sedec, Adriana Marcelle, abordar a violência institucional contribui para a instrumentalização feminina, fortalecendo um posicionamento mais assertivo. “O assédio, principalmente no ambiente de trabalho, é algo que impacta, sobretudo, a mulher. Quando ela se propõe a aprender a se posicionar com objetividade, consciente dos seus direitos previstos em lei, passa a se afirmar de forma mais segura e diferenciada”, destacou.

Edmar José Souza, servidor da Secretaria de Educação (Seduc) há 12 anos, atuando como merendeiro, participou da atividade motivado pela relevância do tema. “Hoje, eu também represento uma categoria que é composta, 90% por mulheres. Precisamos de mais formação para diminuir os índices de todos os tipos de violência contra a mulher”, declarou.

Sobre o que ouviu na palestra, Nucélia Oliveira, chefe de ações comunitárias da Empresa de Limpeza Pública de Camaçari (Limpec), declarou: “A palestrante Nelma Barreto nos mostrou hoje como podemos nos defender”, falou empolgada.

O evento teve como objetivo incentivar as participantes à reflexão e à conscientização sobre a necessidade de enfrentamento das diversas formas de violência presentes nas práticas institucionais e nas relações de trabalho

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