Salvador, 01/04/2026 09:02

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Vereador propõe ampliar acesso a “canetas emagrecedoras” para população vulnerável em Salvador

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Em meio ao avanço preocupante de doenças crônicas como obesidade e diabetes e aos desafios crescentes enfrentados pela saúde pública, o vereador Marcelo Guimarães Neto apresentou uma indicação à Prefeitura de Salvador propondo a adoção de medidas administrativas e institucionais para ampliar o acesso a medicamentos modernos como as chamadas “canetas emagrecedoras” por pessoas em situação de vulnerabilidade social.

A proposta parte do reconhecimento de que essas doenças estão entre os principais desafios de saúde pública da atualidade, com elevados índices de morbimortalidade e impacto crescente sobre o Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o vereador, apesar dos avanços terapêuticos, o acesso a tratamentos mais modernos ainda é limitado para a população de baixa renda.

“Estamos falando de doenças que impactam diretamente a qualidade de vida da população e sobrecarregam o sistema de saúde. É fundamental que o poder público busque alternativas para garantir acesso mais justo e igualitário aos tratamentos”, afirmou Marcelo Guimarães Neto.

O texto da indicação destaca que a Constituição Federal estabelece a saúde como direito de todos e dever do Estado, cabendo ao município atuar de forma complementar para ampliar o acesso aos serviços e terapias disponíveis. Nesse contexto, o vereador defende a construção de parcerias com os governos estadual e federal.

“A adesão a programas já existentes e a pactuação com o Ministério da Saúde são caminhos viáveis para que Salvador avance na oferta desses medicamentos, sem comprometer o equilíbrio fiscal”, pontuou.

A proposta também prevê que a eventual inclusão das chamadas “canetas emagrecedoras” na rede municipal ocorra de forma gradual, condicionada à análise de impacto orçamentário-financeiro e à capacidade administrativa do município, respeitando as normas do SUS.

O parlamentar ressalta ainda que a prioridade deve ser dada a pacientes com diabetes e pessoas com obesidade associada a alto risco cardiovascular, especialmente em situação de vulnerabilidade social, mediante avaliação médica criteriosa.

“Não se trata de uso indiscriminado. Defendemos uma política responsável, com critérios técnicos bem definidos, acompanhamento multiprofissional e foco em quem mais precisa”, explicou.

Por fim, Marcelo Guimarães Neto enfatizou a importância do fortalecimento da atenção básica como eixo central da proposta.
“Precisamos investir na prevenção, no acompanhamento contínuo e no uso racional dos medicamentos. Essa é a forma mais eficiente de reduzir complicações futuras e evitar custos ainda maiores para o sistema de saúde”, concluiu.

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