Moradores da Cidade Baixa, em Salvador, registraram nesta semana cenas de vandalismo contra os patinetes elétricos recém-instalados na orla da Ribeira. Imagens que circularam nas redes sociais mostram um grupo de adolescentes retirando os equipamentos da estação e levando-os até a faixa de água, expondo os veículos à maresia e ao contato direto com água salgada — situação que pode causar danos estruturais e comprometer o funcionamento do sistema.
O episódio gerou preocupação entre os moradores, que temem que ações de depredação recorrentes levem à suspensão do serviço no bairro. A iniciativa, que ampliou as alternativas de deslocamento, facilitou o acesso ao trabalho e estimulou o uso de modais sustentáveis, é vista como um avanço significativo para a mobilidade local.
Autor da proposta de regulamentação para patinetes elétricos, bicicletas elétricas, ciclomotores e outros veículos leves, o vereador Marcelo Guimarães Neto (União Brasil), conhecido como Marcelinho Neto, lamentou o caso e fez um apelo para que a população contribua com a preservação dos equipamentos.
“Os patinetes que chegaram à Cidade Baixa não são apenas uma novidade; eles ampliam o lazer, a mobilidade, o acesso ao trabalho e facilitam a vida de quem vive ou visita a região. Infelizmente, alguns atos de vandalismo têm colocado em risco esse benefício coletivo, com equipamentos sendo danificados e até lançados ao mar. É importante lembrar que esse serviço é de todos nós. Quando cuidamos, garantimos que mais pessoas possam utilizar, que a cidade avance e que novos projetos cheguem”, defendeu Neto.
O vereador reforçou que a preservação dos equipamentos é fundamental para consolidar as políticas de mobilidade sustentável e permitir que Salvador siga implementando soluções modernas e inclusivas no transporte urbano.
