Entidade municipalista reabriu questionário para identificar gargalos em abastecimento humano e forragem animal; gestão alerta que sem formalização não há repasse de Defesa Civil.
A diretoria da União dos Municípios da Bahia (UPB) intensificou a articulação institucional para conter os impactos severos da estiagem prolongada e os efeitos climáticos do fenômeno El Niño sobre os municípios do semiárido baiano. Em pronunciamento gravado na sede da entidade ao lado do prefeito Guene (Retirolândia) e de prefeitos do interior, a entidade confirmou o recebimento de diagnósticos técnicos de 148 cidades e conclamou os gestores municipais a formalizarem decretos de emergência para viabilizar socorro financeiro dos governos estadual e federal.
“A UPB fez e mandou para vocês, prefeitos e prefeitas, um levantamento para que coloquem as maiores preocupações. Já tivemos a resposta de 148 municípios e, em cima disso, vamos passar ao Governo Estadual e ao Governo Federal as maiores necessidades. Tem município com urgência para consumo humano, outros para dessedentação animal e outros preocupados com a alimentação do rebanho. Vocês precisam demonstrar isso para que a UPB possa agir diretamente na causa onde vocês mais necessitam”, destacou a liderança municipalista.
O prefeito Guene, de Retirolândia, reforçou o apelo aos colegas gestores que ainda não enviaram os relatórios. “Estamos aqui pedindo apoio à UPB para que juntos possamos ajudar os nossos municípios. Quem não respondeu o questionário, responda o mais rápido possível para que brevemente a gente possa receber esses grandes recursos”, pontuou.
A coordenação da UPB alertou para as exigências burocráticas da Defesa Civil. “Gente, façam o decreto de emergência! Sem o decreto, vocês não conseguem receber recursos do Governo Estadual nem Federal. Não se preocupem com festa: festa a gente resolve no bom senso, com o parecer do Ministério Público, do TCM e do TCE. Eu já recebi recursos da Defesa Civil para contratar três carros-pipa por 90 dias. Façam vocês também para que possamos cuidar dos produtores da zona rural que têm três ou quatro vaquinhas e não podem ver seus sonhos destruídos”, concluiu a diretoria da entidade.