Em meio à crise de imagem que atinge os principais pré-candidatos para 2026, o atual senador desponta como o único nome do topo da corrida eleitoral a passar ileso pelo escândalo.
As recentes revelações do chamado Caso Master começam a reconfigurar o tabuleiro das eleições de 2026 na Bahia. Na corrida pelas cadeiras do Senado Federal, um fato objetivo passou a monopolizar as avaliações de bastidor na política de Salvador. Entre os quatro principais pré-candidatos que disputam a preferência do eleitorado, apenas o senador Ângelo Coronel mantém o nome desvinculado do escândalo que vem gerando tremores no grupo governista.
O avanço do noticiário sobre o caso impôs uma agenda de contenção de danos aos adversários diretos do parlamentar. Com figuras ligadas ao PT e aliados históricos da base dominante enfrentando críticas severas e questionamentos constantes, o cenário eleitoral sofreu uma alteração imprevista de rota. A ausência de menções na crise confere a Coronel um trunfo silencioso, garantindo a ele uma posição de estabilidade institucional enquanto seus oponentes precisam queimar capital político para tentar minimizar a rejeição pública.
Nos círculos de análise do estado, a leitura atual é de que o episódio possui tração suficiente para recalcular as estratégias partidárias e até mesmo fragilizar o bloco que exerce hegemonia na política baiana há quase duas décadas. O distanciamento do senador em relação ao epicentro da crise o coloca em uma vitrine de vantagem comparativa evidente. A dinâmica dos próximos meses testará a capacidade de recuperação dos quadros atingidos, mas a fotografia de momento indica que a imunidade à polêmica se tornou o ativo mais valioso na disputa para a câmara alta.
