Salvador, 27/03/2026 15:06

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União Brasil ameaça expulsar Celso Sabino se ministro optar por permanecer no governo Lula

Lula e Sabino
Foto: Ricardo Stuckert/PR
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A permanência do ministro do Turismo, Celso Sabino (PA), no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode custar sua filiação ao União Brasil. Representantes da Executiva Nacional do partido afirmam que, caso o dirigente escolha seguir no cargo, será expulso da legenda.

Segundo integrantes da cúpula, não há espaço para uma solução intermediária, como a de Sabino se licenciar para continuar na Esplanada até o prazo de desincompatibilização, em abril de 2026, ou até a COP-30, prevista para novembro do próximo ano em Belém.

O ministro, que vê no Turismo uma vitrine política em seu estado, o Pará, enfrenta pressão crescente. A organização da conferência climática internacional, considerada estratégica, reforça seu cálculo eleitoral. Dentro do União, porém, a avaliação é de que Sabino vinha tentando ganhar tempo e dando sinais claros de alinhamento a Lula, inclusive ao usar adereços com a marca do governo durante o 7 de Setembro.

A crise entre o partido e o Planalto se agravou após a leitura de que o governo teria participação indireta na divulgação de notícias que relacionam o presidente do União, Antônio Rueda, ao PCC (Primeiro Comando da Capital). Rueda foi citado em investigação da Polícia Federal sob suspeita de ser o dono oculto de jatos executivos usados para transportar integrantes da facção.

Em resposta, o União Brasil divulgou uma nota de apoio ao seu presidente e anunciou a antecipação do desembarque do governo.

A reação provocou um contra-ataque do Planalto. A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), afirmou nas redes sociais que o partido tenta transferir responsabilidades. “Repudio as acusações infundadas e levianas feitas em nota divulgada hoje pela direção do partido União Brasil. A direção do partido tem todo direito de decidir a saída de seus membros que exercem posições no governo federal. Aliás, não é a primeira vez que fazem isso. O que não pode é atribuir falsamente ao governo a responsabilidade por publicações que associam dirigente do partido a investigações sobre crimes. Isso não é verdade”, escreveu.

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