O vereador de Salvador Cláudio Tinoco (União Brasil) fez duras críticas à chamada “chapa puro G”, articulação do PT que reúne lideranças do partido para a disputa do governo da Bahia e do Senado em 2026. Segundo ele, a estratégia repete erros do passado e tende a ampliar o isolamento político da sigla no Estado.
Ao comentar o discurso de dirigentes petistas que evitam a expressão “puro-sangue”, Tinoco afirmou que a tentativa de rebatizar a chapa revela desconforto interno. “Wagner fica tentando tirar esse nome de puro-sangue porque ele sabe que o sangue é a marca também do PT aqui na Bahia. O sangue da violência, na verdade”, declarou em entrevista a rádio CBN nesta quarta-feira (28).
Na avaliação do vereador, a composição dominada pelo PT não é novidade e já produziu efeitos negativos em outros momentos da política baiana. “Essa coisa do puro sangue já não deu certo em outros momentos. Fizeram isso com Lídice, fizeram isso com o João Leão, fizeram com o Marcelo Nilo, estão fazendo com o Angelo Coronel”, afirmou.
Tinoco disse ainda que o partido estaria desorientado diante da possibilidade de fortalecimento da oposição no Estado. “Eles estão atordoados, a verdade é essa. E cada vez o PT mais isolado, porque essa é uma marca do PT”, afirmou, ao contestar declarações de petistas de que a oposição teria perdido espaço recentemente.
O vereador projetou um cenário em que a estratégia petista não apenas fracassaria, como abriria caminho para uma vitória ampla do grupo liderado por ACM Neto (União Brasil). “O que pode acontecer nas eleições de 2026 é ACM Neto eleito governador e os dois senadores na chapa da ACM Neto eleitos senadores”, disse, citando nomes como João Roma, Angelo Coronel, Marcelo Nilo, Márcio Marinho e Adolfo Viana.
Segundo Tinoco, esse contexto poderia resultar em derrotas significativas para figuras centrais do PT. “Possibilidade de eleger dois senadores alinhados à eleição da ACM Neto, Wagner e Rui Costa perderem a eleição ao Senado. Não descartem isso”, afirmou. Para ele, o histórico eleitoral da Bahia reforça essa leitura. “O alinhamento do voto de senador com o governador é uma marca na Bahia.”
