O vereador Cláudio Tinoco (PP) colocou em pauta, nesta segunda-feira (23), as movimentações da oposição baiana para a formação da chapa majoritária de 2026.
Durante entrevista na Câmara Municipal de Salvador (CMS), o parlamentar afirmou que a definição do candidato a vice na eventual candidatura de ACM Neto (União Brasil) precisa resultar de uma articulação estratégica entre Salvador e o interior do estado. Nesse contexto, ele destacou a prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União Brasil), como um nome fortalecido politicamente e com representatividade para compor a chapa.
Na avaliação de Tinoco, Sheila reúne fatores considerados decisivos, como a expressiva participação feminina no eleitorado e a aprovação de sua gestão à frente da terceira maior cidade baiana.
“O nome de Sheila ganhou corpo, sobretudo pela figura feminina. Nós temos a maioria da população feminina no nosso estado. Além disso, ela mostrou capacidade de gestão numa cidade polo como Vitória da Conquista, que irradia referência para todo o sudoeste”, afirmou o vereador, ressaltando que o nome da prefeita “caiu bem” para a população.
Ao ser questionado sobre compromissos recentes do prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil), com integrantes dos governos estadual e federal, Tinoco afastou qualquer hipótese de rompimento político.
Segundo ele, manter diálogo institucional é dever de gestores de grandes cidades, mas garantiu que o prefeito segue alinhado ao projeto liderado por ACM Neto.
As declarações evidenciam o esforço do grupo oposicionista para montar uma chapa que ultrapasse a força consolidada em Salvador e avance em regiões como o Sudoeste e o Portal do Sertão.
A defesa do nome de Sheila Lemos como vice também sinaliza uma estratégia de fortalecer a imagem de uma “mulher gestora” e ampliar o diálogo com o eleitorado feminino nessas regiões.
Por fim, Tinoco destacou que o grupo dispõe de outros quadros competitivos — como Zé Ronaldo, Zé Cocá, Quinho e Ricardo Maia —, mas afirmou que a decisão final está próxima. A prioridade, segundo ele, é manter a coesão da base aliada, que reúne desde o PL de João Roma até o PSD de Ângelo Coronel, para chegar a 2026 com força suficiente para enfrentar o grupo governista no estado.
