O líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), Tiago Correia (PSDB), voltou a criticar nesta terça-feira (9) a política de endividamento do governo Jerônimo Rodrigues (PT). Segundo ele, a gestão estadual já acumula 22 operações de crédito, somando R$ 26 bilhões — valor que, na avaliação da bancada oposicionista, não tem se traduzido em melhorias reais para a população.
Correia afirmou que o governo enviou à ALBA, na semana passada, três novos pedidos de empréstimo. Dois deles tramitaram em regime de urgência e um teve o mérito votado no mesmo dia.
“O crédito se refere especificamente aos projetos de empréstimo que foram colocados na casa na semana passada. Foram três projetos em apenas um dia”, disse o deputado. “Já chegamos a 22 empréstimos e a R$ 26 bilhões apresentados pelo governo do Estado, mostrando total descontrole na tomada de crédito.”
Críticas à gestão dos recursos
O líder da oposição afirmou não ser contrário ao uso de crédito para antecipar investimentos, mas argumentou que o governo não tem conseguido transformar o aumento de gastos em resultados concretos.
“Entendemos que a Bahia vai perder uma grande oportunidade quando esses recursos estão sendo aplicados e não estão produzindo o resultado esperado pela população”, disse.
Correia citou áreas como segurança, educação e saúde para ilustrar o que classifica como “ineficiência”.
“O governo diz que nunca se investiu tanto em segurança. Nós temos o Estado mais violento do país. Entre as dez cidades mais violentas, cinco estão na Bahia”, afirmou. “Na educação, continuamos sendo campeões nacionais em número de analfabetos adultos e temos a penúltima pior educação do país.”
O deputado também criticou o aumento do tempo de espera na fila da regulação, citando relatório recente do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
“O governo diz que nunca se investiu tanto em educação, e a fila da regulação aumentou de maneira considerável no governo Jerônimo, apontado pelo TCE”, disse.
Novos créditos em votação
Correia afirmou que a base governista deve tentar aprovar ainda nesta terça o quórum para votar dois projetos de urgência: um empréstimo de R$ 350 milhões e outro de R$ 600 milhões. Ele também criticou a proposta de adesão a um programa de refinanciamento de dívidas anteriores.
“Imagine o governo tomando empréstimos e aderindo ao parcelamento de empréstimos que já foram tomados. Entendemos que realmente há um descontrole na tomada de empréstimos”, declarou.
Segundo o parlamentar, a oposição seguirá votando contra novas operações de crédito enquanto o governo não apresentar resultados equivalentes aos montantes contratados.
“Essa é a postura que a oposição tem tomado aqui na Casa”, concluiu.
