Gestora relembra quatro centros de radioterapia paralisados na gestão anterior e alerta para risco de interrupção em R$ 1,5 bilhão de custeio federal na rede hospitalar.
A hipótese de vitória da oposição na eleição presidencial do próximo domingo acendeu um sinal de alerta máximo na cúpula da saúde baiana. Em entrevista nesta quarta-feira (21) em Salvador, a secretária da Saúde, Roberta Santana, manifestou profunda preocupação com o risco de contingenciamento e corte de recursos essenciais para a manutenção da rede pública do estado.
Com a autoridade de quem esteve no comando operacional da Sesab durante a pandemia, Roberta citou obras federais que ficaram anos paralisadas. “Nós tínhamos quatro obras de radioterapia com aceleradores lineares em Barreiras, Teixeira de Freitas, Vitória da Conquista e Juazeiro. Ficaram paralisadas durante os quatro anos de Bolsonaro. Foi o presidente Lula quem retomou, entregou e botou para funcionar. Como não ter receio? Eu tenho pavor”, desabafou.
A titular da pasta destacou que a estabilidade do parque hospitalar baiano depende diretamente do cofinanciamento da União. “Hoje a Bahia recebe R$ 1,5 bilhão de custeio federal para manter seus 57 hospitais e 27 policlínicas. Temos oito hospitais e mais de 300 unidades básicas em andamento pelo PAC. Se o governo federal cortar esses recursos, a população mais vulnerável será duramente punida”, alertou Roberta.