Ex-secretário de saúde de Salvador rebate fala de ministro da Casa Civil, revela investimento anual de R$ 836 milhões em contratualização de leitos e cita parceria histórica com o Hospital Santa Isabel.
Durante o encontro político “Sua Voz é Nossa Voz”, realizado na noite desta terça-feira (14) no bairro de Pau da Lima, em Salvador, o deputado federal Léo Prates (Republicanos) rebateu de forma incisiva as recentes declarações do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT). Questionado sobre a afirmação do ex-governador de que a prefeitura da capital não precisaria “esperar” para comprar vagas de saúde na rede privada e filantrópica, Prates defendeu o legado de sua gestão na Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e a atual administração de Bruno Reis.
“Olha, não. Talvez, eh, não esteja sabendo. Nós gastamos 836 milhões de reais por ano comprando vagas aqui em Salvador”, declarou o parlamentar, evidenciando o volume financeiro destinado pela gestão municipal para manter a assistência médica na capital.
Redes parceiras e atendimento filantrópico
O deputado ressaltou que a prefeitura de Salvador possui contratos consolidados e robustos com grandes instituições de saúde que viabilizam o atendimento gratuito à população soteropolitana através do Sistema Único de Saúde (SUS).
“Eu dou o exemplo: nós temos… sabe, a prefeitura de Salvador é a única que tem vagas, por exemplo, no Santa Isabel. É contratualizado na prefeitura. Se você é atendido pelo SUS em Salvador, gratuitamente no Santa Isabel, é um contrato da prefeitura de Salvador”, detalhou Prates.
O ex-secretário também relembrou o fortalecimento da rede de apoio a pessoas com deficiência e famílias atípicas através de parcerias estratégicas. “Pras mães atípicas, nossa grande luta, o NACPC (Núcleo de Apoio à Criança com Paralisia Cerebral), foi eu que… eu que aumentei o contrato lá. Atende crianças atípicas graças a um contrato da Secretaria de Saúde. Além disso, dentro do NACPC tem uma escola para crianças da prefeitura de Salvador”, complementou.
Ao ser questionado se o ministro Rui Costa estaria mal informado sobre os reais investimentos da capital, Léo Prates adotou tom diplomático, mas firme: “Não, eu acho que, eh, cada um fala de si. Eu tô falando da nossa administração… Eu não gosto de falar de ninguém, eu gosto de falar do nosso trabalho.”