Candidato ao Senado pelo PL afirmou que decisões da Suprema Corte estariam provocando insegurança jurídica e defendeu maior equilíbrio entre os Poderes
O candidato ao Senado pelo PL na Bahia, João Roma, criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que o Brasil atravessa uma “crise muito grande” de confiança no Judiciário. A declaração foi dada nesta quarta-feira (9), durante entrevista ao Jornal das Caraíbas.
Segundo Roma, o cenário atual no Judiciário seria marcado por um “passionalismo muito grande”, em contraste com o papel que, na avaliação dele, as instituições deveriam exercer na busca por equilíbrio e harmonia no país.
“Não há nenhuma nação que tenha prosperado sem uma devida segurança jurídica, sem as pessoas confiarem no processo judiciário, nas leis do seu país”, afirmou.
O candidato também fez críticas à atuação de ministros da Suprema Corte. Sem citar nominalmente integrantes do STF, Roma afirmou que parte da população estaria percebendo uma utilização desigual dos critérios nas decisões judiciais.
“As pessoas começam a enxergar que as pessoas que estão julgando, inclusive na maior corte do Brasil, estão utilizando dos pesos e das medidas, fazendo de forma equivocada, trabalhando inclusive por seus interesses próprios”, declarou.
Roma vê reflexos no cenário eleitoral
Na avaliação do candidato, a crise institucional também pode produzir efeitos sobre a percepção dos eleitores e interferir no ambiente político e eleitoral. Roma afirmou que notícias negativas envolvendo os Poderes em Brasília acabam influenciando a consciência coletiva da população.
“É óbvio que isso tem interferência não só na consciência coletiva de todos nós, como inclusive no processo eleitoral”, disse.
Apesar das críticas, Roma afirmou que prefere concentrar sua atuação no debate político e defendeu que o Senado tenha papel na busca por maior equilíbrio institucional.
“Como senador da República, eu quero sim atuar para que a gente traga serenidade, para que a gente faça valer sim a divisão dos poderes no Brasil”, afirmou.
Para o candidato, o país precisa superar conflitos institucionais e retomar uma agenda voltada ao desenvolvimento econômico e à melhoria da qualidade de vida da população.
“Um Brasil que possa seguir adiante, dando oportunidade para as pessoas melhorarem de vida”, declarou.
A fala ocorreu durante entrevista em que Roma também abordou temas relacionados à disputa eleitoral na Bahia e à economia. O candidato disputa uma das duas vagas ao Senado pelo estado nas eleições de outubro.