A secretária estadual da Saúde da Bahia, Roberta Santana, afirmou neste domingo (15) que o Sistema de Regulação de leitos no estado é conduzido com critérios técnicos e acompanhamento de órgãos de controle. A declaração foi dada durante balanço oficial no circuito do Campo Grande, no Carnaval de Salvador.
Sem citar nomes, a titular da Sesab reagiu a críticas que apontam falhas na gestão das filas por vagas hospitalares e classificou como inadequado o uso político de casos clínicos.
“Desmerecer a regulação é de uma pobreza tão grande. O cuidado, às vezes, é utilizar de uma pessoa que precisa de uma vaga para poder fazer política. Isso é muito triste porque a gente tem responsabilidade com todos os pacientes”, declarou Santana.
Segundo a secretária, a administração do governador Jerônimo Rodrigues (PT) tem atuado em duas frentes: o fortalecimento da atenção primária nos municípios e a ampliação da rede hospitalar. Ela afirmou que os investimentos na base do sistema somam R$ 2 bilhões, com o objetivo de reduzir o agravamento de doenças crônicas e, consequentemente, a pressão por internações.
Roberta Santana explicou que a regulação busca garantir o encaminhamento do paciente para o leito mais adequado e próximo, de acordo com a gravidade do caso.
“Nós temos pacientes na tela da regulação que estaremos todos os dias, porque é assim que o sistema acontece. A regulação está ali para regular com o leito mais próximo e da forma mais rápida possível”.
A secretária também citou a ampliação da infraestrutura hospitalar como eixo central da política de saúde. De acordo com ela, a atual gestão entregou 12 novos hospitais e projeta a criação de 5 mil leitos em três anos, com foco na regionalização do atendimento.
“O governador já me entregou 12 novos hospitais. Se você olhar, nenhum estado do Brasil fez isso. É o compromisso de quem efetivamente quer vencer os desafios da regulação”, pontuou.
Por fim, a secretária afirmou que críticas ao sistema poderiam ser convertidas em apoio concreto por meio de emendas parlamentares destinadas à saúde. Ela mencionou o caso de Feira de Santana como exemplo de parceria institucional que resultará na construção de uma nova unidade hospitalar, reforçando a estratégia de descentralização para reduzir a dependência da capital.
