Salvador, 28/03/2026 03:59

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Sabrina Aiêxa diz que Bahia mantém vanguarda no combate à violência de gênero com Baralho Lilás para identificar foragidos

Foto: Divulgação
andre

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A Bahia reforçou nesta sexta-feira sua política de enfrentamento à violência de gênero com o lançamento do Baralho do Crime Lilás, ferramenta inédita no país destinada a identificar e divulgar foragidos denunciados por feminicídio, estupro e outras agressões contra mulheres. O material foi apresentado durante cerimônia em Salvador e integra um pacote de ações da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA) em parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM).

A coordenadora do Disk Denúncia da Bahia, tenente Sabrina Aiêxa, afirmou que o estado mantém posição de destaque nacional na formulação de políticas de proteção feminina. Segundo ela, a nova ferramenta amplia mecanismos de prevenção e busca acelerar prisões. “O governo da Bahia se coloca mais uma vez na vanguarda do combate à violência contra a mulher. A Bahia é pioneira na criação de políticas de proteção. Em 2011, surgiu o Baralho do Crime; agora, em 2025, criamos o Baralho Lilás, uma ferramenta simples e didática para expor indivíduos que cometeram violências contra mulheres”, afirmou.

O lançamento ocorre em meio a um conjunto de iniciativas estruturantes. Na Polícia Militar, o Batalhão de Proteção à Mulher atua no acompanhamento de mulheres com medidas protetivas e no policiamento ostensivo voltado à prevenção de agressões. No âmbito da Polícia Civil, o Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis foi criado para centralizar investigações e garantir atendimento especializado a vítimas. Ao mesmo tempo, o estado ampliou as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, as Salas Lilás e os espaços de acolhimento no Departamento de Polícia Técnica.

Sabrina destacou ainda indicadores recentes. Em 2025, 71 feminicidas foram presos, e o sistema de reconhecimento facial auxiliou na captura de 338 foragidos, parte de quase duas mil prisões efetuadas com o uso da tecnologia. “Mais de 300 dessas capturas são de pessoas que cometeram violência contra a mulher”, afirmou.

Outro ponto ressaltado foi a implantação da Casa da Mulher Brasileira em Salvador, inaugurada a partir de parceria entre governo federal, governo estadual e prefeitura. O equipamento reúne, em um mesmo espaço, atendimento policial, serviços de acolhimento, atuação do Ministério Público, assistência jurídica e suporte psicológico, com o objetivo de agilizar e humanizar o atendimento às vítimas.

A coordenadora também mencionou a assinatura de um Termo de Cooperação Técnica envolvendo SSP, CEAP, Ministério Público, Assembleia Legislativa e Tribunal de Justiça, voltado à expansão de políticas de proteção. Entre as medidas acordadas, destaca-se o uso de tornozeleiras eletrônicas para monitorar agressores que descumprem medidas protetivas, permitindo resposta mais rápida das forças de segurança.

Além das ações de repressão, o governo estadual tem investido em iniciativas educativas. Sabrina citou o trabalho da Superintendência de Prevenção à Violência, responsável por materiais e programas direcionados a adolescentes, como a cartilha Meu Namoro é Massa, que incentiva relações afetivas baseadas em respeito e equidade. “É fundamental que o jovem compreenda, desde cedo, que não pode exercer violência contra sua namorada e que o respeito precisa ser a base de qualquer relação”, disse.

Com o Baralho Lilás e a ampliação das estruturas de atendimento e prevenção, o governo baiano afirma buscar o fortalecimento da rede de proteção e o avanço de políticas integradas de combate à violência contra a mulher em todo o estado.

andre
Jornalista com experiência nas editorias de esporte e política, com passagens pela Premier League Brasil, Varela Net e Prefeitura Municipal de Laje. Apaixonado por esportes e música.

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