Ex-governador relatou bastidores da posse em 2023, quando cobrou repasse federal pendente do metrô para recompor o caixa da gestão Jerônimo, e recordou batalha judicial pela saúde.
Na segunda parte de seu pronunciamento em Camaçari, Rui Costa (PT) expôs os bastidores do acerto de contas federativo com a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2023. Rui explicou que cobrou formalmente da União o ressarcimento das despesas que o Estado precisou assumir sozinho no sistema metroviário e citou ações no Supremo Tribunal Federal (STF) para assegurar o funcionamento de hospitais baianos.
“Aí veio o Lulinha. Chego em janeiro de 23 e digo: ‘Lulinha, tem um débito do Governo Federal com a Bahia’. Ele perguntou: ‘Que débito, Rui?’. Eu disse: ‘Do metrô, que o governo não cumpriu a sua parte’. ‘E quanto é isso?’. Respondi: ‘É só meio bilhão de reais’! E ele mandou pagar, e Jerônimo pegou esse dinheiro para repor os cofres do Estado”, revelou o ministro.
O postulante ao Senado apontou que a judicialização foi a única via para destravar leitos de terapia intensiva durante as gestões federais anteriores. “Eles cortaram o dinheiro da UTI, e eu tive que ir para o STF para arrancar o recurso da saúde da Bahia”, completou Rui, enfatizando que a harmonia federativa atual protege os investimentos sociais do estado.