O ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado, Rui Costa, criticou nesta terça-feira (9) declarações do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, sobre a possibilidade de promover mudanças no processo de licenciamento ambiental caso volte a governar a Bahia. Durante agenda em Camaçari, Rui afirmou que o tema exige responsabilidade e advertiu para os impactos que decisões na área ambiental podem provocar na imagem e na economia do estado.
Ao comentar as falas do adversário político, o ex-governador associou a gestão de ACM Neto na capital baiana a uma política que, segundo ele, não priorizou a preservação ambiental.
“Se eles forem fazer na Bahia o que fizeram em Salvador, nós não teremos no interior, não teremos sustentável porque fizeram uma terra arrasada em Salvador”, declarou.
Rui argumentou que o debate sobre licenciamento ambiental não pode ser tratado de forma simplista, especialmente em um cenário em que questões ambientais influenciam relações comerciais e investimentos internacionais.
“Acho que um candidato não pode fazer bravatas desse tipo, numa questão tão sensível, internacionalmente hoje sensível, os países hoje compram ou não tem produtos de acordo com a avaliação da sustentabilidade ambiental dos estados, dos locais e não dá para fazer bravata com o meio ambiente”, afirmou.
O ex-ministro reconheceu que os processos de licenciamento podem ser aperfeiçoados, mas defendeu que eventuais mudanças sejam conduzidas com cautela e planejamento.
“É preciso ter serenidade, cautela. Óbvio que sempre vai ter o que melhorar, sempre vai ter o que aperfeiçoar”, disse.
Ao citar iniciativas adotadas pelo governo federal, Rui destacou ações voltadas à modernização dos órgãos ambientais e ao aumento da eficiência na análise de processos.
“Agora mesmo lá no plano federal nós buscamos inclusive uma parceria com a confederação nacional da indústria que aportou nessa parceria modernização, sofisticação dos sistemas do Ibama. Ajudando o IBAMA a se modernizar, a colocar ferramentas de inteligência artificial, enfim, a ter equipamentos mais sofisticados e com o investimento de melhorar o seu gerenciamento e agilidade”, afirmou.
Por fim, o petista voltou a defender o aperfeiçoamento da gestão ambiental, mas criticou propostas que, na sua avaliação, tratam o tema de forma superficial.
“Sempre tem o que melhorar, o que não dá pra fazer é bravata até com o meio ambiente”, concluiu.
