O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), negou nesta sexta-feira (27) ter firmado qualquer tipo de acordo com adversários políticos para evitar manifestações públicas sobre os desdobramentos envolvendo o Banco Master.
A declaração foi dada durante agenda pública, em meio à repercussão do caso e a questionamentos sobre um suposto entendimento para reduzir a exposição do tema.
“A gente tem que ficar toda hora negando fake news, negando mentiras. Eu nunca participei de conversas. Eu tenho falado — falei na entrevista da Record, falei hoje de novo na rádio. Toda vez que me perguntam, eu vou falar. Eu não tenho acordo com ninguém, nunca fiz acordo com ninguém”, afirmou.
O ministro também criticou a circulação de informações que, segundo ele, não são checadas antes de serem divulgadas.
“É que agora virou moda. O cara escreve e nem liga para perguntar. ‘Vocês fizeram acordo?’ O cara está me vendo na entrevista, eu estou falando, e ele escreve que tem acordo para não falar. Eu não sei mais o que é possível”, disse.
Com a liquidação do Banco Master, produtos como cartões consignados ficaram sem respaldo da instituição, o que tem gerado dúvidas sobre a continuidade de contratos firmados por entes públicos.
Questionado sobre a necessidade de suspensão desses acordos, Rui Costa afirmou que a decisão cabe aos gestores locais e a órgãos reguladores.
“Eu não sou o governador do estado, não sou prefeito. Portanto, quem tem que analisar a pertinência, a conveniência — seja econômica, jurídica ou técnica — de manter ou não é o prefeito, o governador, o secretário, que devem analisar isso tecnicamente e juridicamente. Não cabe a mim ficar dando palpite sobre isso”, declarou.
O ministro acrescentou que eventuais orientações mais amplas devem partir das autoridades competentes, como o Banco Central.
“Isso cabe a quem está responsável por analisar as circunstâncias e ao próprio Banco Central decidir se é para todos os entes públicos encerrarem contratos ou não. Não sou eu que devo falar”, concluiu.
