Salvador, 11/07/2026 16:00

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Rui Costa diz que Salvador tem “dois hospitais” e volta a criticar gestão da saúde na capital

Foto: Reprodução
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O ex-governador da Bahia e pré-candidato ao Senado pelo PT, Rui Costa, voltou a fazer críticas à política de saúde da Prefeitura de Salvador nesta quinta-feira (9). Durante entrevista concedida no Programa de Governo Participativo (PGP), em Jequié, o petista afirmou que a estrutura da rede municipal da capital está abaixo da observada em outras capitais brasileiras de porte semelhante.

Ao responder a questionamentos sobre a comparação entre Salvador e outras cidades, Rui rejeitou a avaliação de que o paralelo seria inadequado e citou Recife e Fortaleza como exemplos de municípios com características semelhantes à capital baiana.

“Não é desleal. Eu estou comparando Salvador com Recife. Recife tem uma receita menor que Salvador e tem oito hospitais. Comparei Fortaleza com Salvador. A população é a mesma, a arrecadação é a mesma. Lá tem dez hospitais, em Salvador tem dois”, afirmou.

O ex-governador também criticou a cobertura da atenção básica em Salvador. Segundo ele, a capital não dispõe de policlínicas municipais e ainda apresenta deficiência na oferta de unidades de saúde.

“Em Salvador não tem nenhuma policlínica. Tem 40% da população sem posto de saúde. Quem ficou em primeiro lugar na alfabetização infantil foi Fortaleza. Salvador ficou em último lugar”, declarou.

Na entrevista, Rui defendeu que os municípios assumam maior protagonismo na assistência de baixa e média complexidade, argumentando que casos menos graves não deveriam ser encaminhados para hospitais estaduais de referência.

“No resto do país, quem garante a saúde básica é o prefeito. Uma criança que cai da bicicleta ou uma pessoa que machuca um dedo é atendida em um hospital municipal. Aqui, acaba indo para o Hospital Prado Valadares. Não pode ser assim”, disse.

Ao concluir, o ex-governador afirmou que cidades de grande porte deveriam ampliar suas redes próprias de atendimento para reduzir a pressão sobre o sistema estadual de saúde e voltou a cobrar investimentos das administrações municipais.

“O município de Salvador tem que ter mais hospitais. Feira de Santana, que é o segundo maior município da Bahia, deveria ter pelo menos um hospital municipal. O que não pode é quem não fez e não faz ficar criticando quem está fazendo. É essa a comparação que eu faço”, concluiu.

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