Para o pré-candidato ao Senado, o ataque do ex-prefeito ultrapassa a disputa eleitoral e atinge a trajetória de baianos simples que chegaram a espaços de poder
O pré-candidato ao Senado Rui Costa afirmou, neste sábado (6), em Itaberaba, que ACM Neto representa uma elite preconceituosa que não aceita a origem humilde do governador e pré-candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues. A declaração foi dada antes da plenária territorial do Programa de Governo Participativo (PGP) 2026 do Piemonte do Paraguaçu e teve como alvo a fala recente em que o ex-prefeito de Salvador afirmou que queria humilhar o adversário.
Para Rui Costa, a frase revela uma mentalidade que rejeita a ascensão de pessoas de origem humilde. “Essa semana ele cometeu um sincericídio, dizendo que queria humilhar Jerônimo. Isso é o símbolo da elite do atraso, ou seja, da elite preconceituosa, da elite racista, de uma elite que não aceita que quem nasceu no interior, quem nasceu numa cidade pequena, quem é filho de vaqueiro, quem nasceu numa favela, possa vir a ser governador”, afirmou.
Segundo o pré-candidato, o ataque ultrapassa a disputa eleitoral e atinge a trajetória de baianos simples que chegaram a espaços de poder. Por isso, avaliou, a estratégia deve se voltar contra o próprio adversário nas urnas. “Humilhar Jerônimo com a trajetória de vida dele é tentar humilhar as pessoas mais simples. Por isso que, mais uma vez, ele vai perder as eleições, porque o povo baiano não aceita esse conceito de humilhação, de querer humilhar outras pessoas, de querer humilhar o próximo”, disse.
Rui contrastou o discurso de ACM Neto com o resultado de sua gestão à frente de Salvador. “Tudo que ele prometeu para Salvador ele não fez nada. Ele prometeu multicentros, que é algo semelhante à policlínica só que muito inferior, prometeu que ia fazer e nunca fez. Prometeu que ia ampliar a Guarda Municipal de Salvador, saiu do mandato após oito anos, não fez nenhum concurso, não contratou um agente sequer e deixou menos agente de segurança do que ele encontrou”, afirmou.
Esse histórico, na avaliação do pré-candidato ao Senado, sustenta a aposta na reeleição de Jerônimo, que ele associou ao volume de trabalho e entregas no interior. “Uma coisa é falar, outra coisa é fazer. Quando [ACM Neto] teve oportunidade de governar a cidade mais rica da Bahia, não fez. Então eu tenho certeza da eleição de Jerônimo por conta disso”, completou.
