O ministro da Casa Civil, Rui Costa, não poupou críticas ao plano de integrantes do grupo dos “kids pretos” do Éxercito brasileiro, que pretendiam assassinar o presidente Lula, o vice Geraldo Alckmin e o ministro do STF, Alexandre de Moraes, além de dar um golpe de Estado.
“Eu acho que a impunidade é a irmã gêmea da criminalidade. Toda vez que você permite que a impunidade ganhe força, você cresce a criminalidade. Alguém que trama, que organiza, que monta esquema para sequestrar e matar o presidente da Suprema Corte. E não é pensar, como eu ouvi o filho do ex-presidente falando. Está comprovado, eles monitoraram, estava na porta da casa do ministro da Suprema Corte, todo esquema montado para sequestrar e eventualmente matar o presidente eleito, o vice-presidente eleito e o ministro da Suprema Corte. Não há nem de se pensar, na minha opinião, de anistia. Isso é crime e como crime tem que ser punido”, disse
“Muito me surpreende aqueles que têm uma fala mais dura quando se trata de segurança pública, dizendo que bandido bom, bandido preso ou sei lá o quê, agora vem falar dos seus crimes de anistia. Quando o crime é dos outros, é cadeia ou punição maior. Quando o crime é deles é anistia. Eu acho que não cabe, seja qual for o crime, nenhum tipo de impunidade. Eu sou muito rígido com isso”, acrescentou.
“Nós estamos falando aqui de detalhes que nós podíamos estar numa condição do país completamente diferente. Você imagine se esse esquema criminoso tivesse tido êxodo. Hoje a história do Brasil podia estar sendo diferente quantas milhares de pessoas podiam ter morrido, eventualmente num conflito social em decorrência disso daí. Então é inadmissível isso e repito: isso não condiz com o espírito do brasileiro. Envenenar pessoas, organizar assassinato isso é coisa de quadrilha, de gangue, de criminoso e essas pessoas que fizeram isso tem que responder pelos seus atos no seu CPF, na sua vida individual para que isso não se repita jamais”, emendou.

