Candidato ao Senado pelo PT, o ex-governador Rui Costa afirmou, nesta quinta-feira (10), que os candidatos ao Senado ligados ao bolsonarismo na Bahia estariam evitando associar suas campanhas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. Em entrevista à Rádio Nativa FM, o petista acusou os adversários de tentar confundir o eleitorado baiano.
Segundo Rui, os candidatos deveriam assumir publicamente suas posições políticas e permitir que o eleitor faça sua escolha. “Ele tem que olhar no olho das pessoas e falar o que ele pensa, e o eleitor julgar se vai votar nele ou não”, afirmou.
Na avaliação do petista, os senadores baianos aliados de Bolsonaro estariam evitando exibir o ex-presidente em suas propagandas eleitorais por causa da rejeição ao grupo político na Bahia.
“Estão escondendo o cara. Ou seja, botou debaixo do cobertor, está escondido ali, pegou uma lona, cobriu e ninguém está enxergando”, ironizou.
Rui também acusou os adversários de tentar se apresentar de maneira diferente de suas alianças políticas para conquistar votos.
“Ele está tentando fazer o eleitor de besta, enganar o eleitor. Faz de conta: eu não vou mostrar o meu candidato para o cara não me ver com Bolsonaro e vai votar em mim achando que eu sou Lula”, declarou.
‘Falta de respeito com o eleitor’
O ex-governador também criticou a postura de candidatos que, segundo ele, adotam discursos diferentes conforme o município visitado e o grupo político que os recebe.
“Cada um tem que dizer o que pensa. […] Isso denota falta de respeito com o eleitor, porque você induz o eleitor ao erro”, afirmou.
Rui ainda recorreu a uma expressão popular para reforçar a crítica: “O cara vota achando que é melancia e está levando banana podre para casa”.
ACM Neto e denúncia sobre Banco Master
Na mesma entrevista, Rui Costa citou o ex-prefeito de Salvador e candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), ao comentar uma denúncia envolvendo o Banco Master e o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda.
Segundo Rui, uma reportagem publicada pela imprensa nacional apontou que ACM Neto e Rueda teriam recebido mais de R$ 200 milhões em uma suposta operação de intermediação envolvendo prefeituras, governos estaduais e empréstimos do banco a servidores públicos e aposentados.
“Ele hoje está com outra dor de cabeça, porque saiu uma denúncia, uma reportagem nacional, dizendo que ele e o Rueda, presidente do União Brasil, receberam mais de R$ 200 milhões”, afirmou.
Rui também mencionou o candidato João Roma, ex-ministro do governo Bolsonaro, ao citar informações sobre patrimônio declarado à Justiça Eleitoral. As afirmações foram feitas durante a entrevista e se referem a denúncias e informações que ainda precisam ser apuradas e contestadas pelos citados.
As acusações mencionadas por Rui envolvem diretamente adversários na disputa eleitoral de 2026 e, portanto, não devem ser tratadas como fatos comprovados sem confirmação documental ou manifestação das partes envolvidas.