O líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), deputado Rosemberg Pinto (PT), rebateu nesta segunda-feira (23) as críticas da oposição sobre a demora na definição da chapa governista para as eleições de 2026. Em entrevista à imprensa, o parlamentar negou que as decisões estejam concentradas em um pequeno grupo e destacou que o tempo do governador Jerônimo Rodrigues reflete um exercício de democracia interna entre os aliados.
“Não existe uma panelinha aqui. Aqui existe uma conjugação de partidos que conversam, que discutem e que tomam a posição coletivamente”, afirmou.
Rosemberg explicou que a estratégia do Palácio de Ondina prioriza o diálogo com os diversos partidos e lideranças da base, evitando imposições que possam gerar rupturas futuras. Segundo ele, o governador já tem em mente o desenho da chapa, mas opta por uma construção compartilhada.
“Nos já poderíamos ter fechado a nossa chapa e apresentado para a sociedade, mas nós temos diversos partidos e lideranças que querem ser ouvidas e opinar. É por isso que o governador está esperando o momento de fechar”, explicou.
Ao comparar o ritmo da base governista com a movimentação do principal adversário, ACM Neto (União), Rosemberg ironizou a pressa em consolidar nomes. Para ele, a antecipação da chapa oposicionista — que já inclui figuras como João Roma e Angelo Coronel para o Senado — indica insegurança quanto à fidelidade dos aliados. “Eu acho que essa correria dele, do ACM Neto, é com medo das pessoas desistirem”, alfinetou.
O deputado concluiu ressaltando que o momento do anúncio oficial da chapa de Jerônimo Rodrigues será transformado em um ato de unidade política. “É importante que o governador ouça todos os partidos para que a gente possa fazer uma grande festa de apresentação”, pontuou Rosemberg.
