O líder do Governo na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), deputado Rosemberg Pinto (PT), disse que a ruptura do União Progressistas com governo Lula não terá repercussão na Bahia. Ele também criticou o fisiologismo de quadros do partido que Centrão que apesar de estarem da sua federação ter desembarcado, ainda vão permanecer em quadros do governo.
“Olha, eu acho que essa coisa já estava bem definida aqui na Bahia, exceto o deputado federal. Ou seja, alguns deputados federais já vinham fazendo esse movimento de aproximação com o governo”, disse Rosemberg nesta terça-feira (2), em conversa com a imprensa.
“Aqui não acho que haverá alterações significativas, mas essa coisa de saio do governo, mas não quero que o governo saia de mim, é algo muito fácil, porque você acaba criando um factoide. Eu estou saindo, mas quero manter uma relação de diálogo com a estrutura do governo. De qualquer maneira, é uma decisão da União Brasil com o PP, eu respeito a decisão que eles tomarem, do não é o meu time, eu escalo o meu time, o time dos outros não é a minha praia”, ressaltou o deputado.
Na oportunidade, Rosemberg Pinto (PT) defendeu o projeto que reestrutura os cargos das forças de segurança do Estado, aprovado na sessão desta terça-feira. Segundo ele, as mudanças beneficiam desde os praças até os oficiais, incluindo reajustes, progressão de carreira e a possibilidade de policiais da reserva retornarem à corporação por até 36 meses.
“Não há que se falar em crítica generalizada. É natural que alguns não se sintam atendidos em sua totalidade, mas o projeto contempla pontos importantes para a Polícia Militar e a Polícia Civil”, destacou Rosemberg.
O deputado detalhou que, no caso da Polícia Civil, a criação de duas novas diretorias regionais vai ampliar a coordenação das ações de inteligência, investigação e acompanhamento de crises. Já na Polícia Militar, o plano prevê novos batalhões e companhias, o que, segundo ele, garantirá maior cobertura em diversas regiões do estado.
Além disso, Rosemberg criticou a postura da oposição, que, em sua avaliação, trata a segurança pública como pauta “politizada”. “É natural que a oposição trate essa questão da violência como um tema político. Mas isso é ruim. Segurança é um tema social, que precisa ser enfrentado com vontade do governador e dos prefeitos. O problema da violência não pode ser tratado da forma como, às vezes, a oposição coloca”, disse.
Por fim, ele ironizou o comportamento de colegas parlamentares. “Hoje mesmo vi um colega que veio com uma gravata decorada de armas. Fica parecendo que o enfrentamento à violência é para abater a sociedade. Não pode ser dessa maneira.”
