O deputado estadual e líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), Rosemberg Pinto (PT), defendeu, nesta segunda-feira (13), o diálogo e o respeito à proporcionalidade regimental para a escolha do 1º vice-presidente da Casa na eleição da Casa Legislativa, que vai acontecer em fevereiro deste ano.
O petista vem sendo cotado para o cargo e conta com o apoio de colegas como o deputado Robinson Almeida(PT), que defendeu publicamente sua indicação.
“Olha, eu fico muito lisonjeado. O PT vai se reunir na quarta-feira para escolher o nome do PT para apresentar à federação. E o Robson é um defensor de que o PT indique e sugeriu o meu nome, fico muito lisonjeado por isso, mas é necessário que a liderança do PT reúna a bancada e decida isso”, afirmou Rosemberg.
“Com relação a esses debates que estão acontecendo em torno da vice, acho primeiro prematuro e acho extemporâneo disputa. Por quê? Porque a proporcionalidade da Casa precisa ser respeitada. Essa foi a única coisa que, quando foi reunido com Adolfo Menezes e o Partido dos Trabalhadores, foi colocado como preponderante: o respeito à proporcionalidade, que o regimento diz isso”, explicou o petista comparando com o que acontece no Congresso Nacional.
“No Congresso Nacional, seja no Senado, seja na Câmara dos Deputados, toda vez que há algum tipo de disputa na mesa entre as representações do mesmo partido, do mesmo agrupamento ou da mesma coligação, isso fere o princípio da proporcionalidade. Então, é legítimo que, se o PT escolher um nome, a federação escolher seu nome, mas um dos representantes entender que não se sente representado e quiser apresentar o nome para disputa, tem legitimidade para isso. Mas eu não tenho legitimidade para disputar com a representação do PSD ou do PSB. Isso não tem sentido”, disse.
“Acredito que vai chegar a um denominador comum, porque a representação da Casa é fundamental. Imagine a oposição, que tem 18 deputados, e aí que cabe a ela a primeira secretaria. Imagine isso: o governo tem maioria, então disputa com a oposição, e a oposição não vai para a mesa. Isso não pode ser permitido”, concluiu o petista.

