Em sabatina concedida ao programa Boa Tarde, Bahia, da Band Bahia, o ex-ministro da Cidadania e candidato ao Senado pelo Partido Liberal (PL), João Roma, destacou sua atuação à frente das políticas sociais durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro e defendeu a ampliação e o aperfeiçoamento dos programas de transferência de renda no Brasil.
Durante a entrevista, Roma relembrou o período em que esteve no comando da pasta social e ressaltou as ações voltadas para a população de baixa renda, especialmente no estado da Bahia.
“Quando eu tive a oportunidade de ser ministro justamente da área social do governo, nós conseguimos muitos avanços para ajudar as pessoas mais necessitadas no Brasil. Especialmente aqui na Bahia, que nós sabemos a realidade de grande parte da nossa população, que raramente tem sequer a oportunidade para ir lá buscar um emprego ou melhorar de vida”, afirmou o candidato.
O ex-ministro defendeu a continuidade e o fortalecimento dessas políticas públicas, destacando o aumento expressivo nos valores repassados às famílias vulneráveis durante sua gestão.
“É fundamental que a gente possa fortalecer os programas sociais. Quando ministro, pessoal, eu consegui aumentar o Bolsa Família. Nós mais do que triplicamos o valor, que na época era uma média de R$ 180 e passamos para no mínimo R$ 600. Fora vários aperfeiçoamentos que fizemos no programa, estruturamos o Auxílio Gás, que também é um complemento de renda para essas famílias, e outras questões sociais importantes”, explicou.
Críticas ao atual governo e propostas para o Senado
Ao abordar programas de incentivo à educação e à inclusão no mercado de trabalho, Roma citou o programa Pé de Meia e mencionou as propostas do candidato ao governo do estado, ACM Neto, para aprimorar as ações de renda complementar. No entanto, criticou a interrupção de medidas criadas em sua gestão pelo atual governo federal.
“O Pé de Meia é uma realidade que faz também diferença para a nossa população, e ACM Neto já colocou no seu programa que vai também aprimorar e fortalecer programas como esse, dando inclusive um complemento de renda. O que eu quero defender no Senado da República é que nós possamos fortalecer os programas sociais e trazer, inclusive, avanços que conseguimos na época em que era ministro, colocar no programa social como o Auxílio Inclusão Social, que foi, infelizmente, cortado logo no início deste atual governo”, declarou.
Roma detalhou o funcionamento do Auxílio Inclusão Social, ressaltando o estímulo à formalização do trabalho sem a perda imediata do benefício assistencial:
“O Auxílio Inclusão Social, pessoal, versa que cada cidadão que estiver no Bolsa Família, recebendo portanto seus R$ 600, se ele tiver a oportunidade de assinar a carteira numa oportunidade de trabalho, ao invés de perder o Bolsa, ele vai ter a garantia de ficar pelo menos dois anos no programa e ainda recebe um benefício extra de mais de R$ 200”, pontuou.
Segundo ele, a medida garantia uma transição segura para a autonomia financeira:
“Isso faz com que essa pessoa tenha a oportunidade de melhorar de vida, trazendo um ganho extra para a sua família, melhorando a condição. Dois anos depois de ganhar o Bolsa Família mais um complemento de R$ 200 mais o seu salário, ele já está numa outra rede de proteção social, que no caso seria o seguro-desemprego, mas já é uma pessoa com muito mais condições de enfrentar as dificuldades do dia a dia”, defendeu.
Por fim, o candidato reforçou que sua plataforma eleitoral para o Senado está respaldada nos resultados obtidos durante seu mandato no Ministério da Cidadania.
“É para isso que eu quero ser senador, pessoal: para que a gente possa, assim como eu já fiz no passado — não é apenas um discurso —, trazer muito benefício. Especialmente no período da pandemia, onde muitos brasileiros necessitavam de ajuda, com o Auxílio Emergencial e com o aumento do Bolsa Família, para que as pessoas pudessem, sim, melhorar de vida”, concluiu.