O deputado federal Ricardo Maia (MDB) afirmou que seguirá no MDB e alinhado ao governo do governador Jerônimo Rodrigues (PT), apesar de admitir conversas políticas com integrantes da oposição. Em entrevista, o parlamentar também minimizou especulações sobre um eventual racha com o governo baiano caso o partido perca espaço na chapa majoritária em 2026 e avaliou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega forte para a disputa pela reeleição.
Segundo Maia, o diálogo com diferentes campos políticos faz parte da dinâmica institucional, mas não altera sua posição atual. “A política é a arte do diálogo. Existe divergência, disputa política, mas isso não leva à inimizade”, afirmou. Ele ressaltou que é pré-candidato à reeleição para a Câmara dos Deputados e que permanecerá no MDB ao lado do vice-governador Geraldo Júnior (MDB) e do grupo partidário na Bahia.
O deputado também comentou as especulações sobre uma eventual “chapa puro-sangue” do PT em 2026, hipótese que poderia excluir o MDB da vice-governadoria. Maia evitou antecipar posicionamentos sobre a composição majoritária e disse que essa decisão cabe às direções partidárias. “O que me pertence é dizer que sou pré-candidato a deputado federal. Estamos na base do governador Jerônimo e cobrando desenvolvimento para o sertão baiano”, disse.
Questionado se foi procurado por aliados do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) para migrar de campo político, Maia confirmou que houve conversas, mas negou qualquer avanço formal. “Dialogamos com todo mundo, principalmente com colegas deputados federais. Mas nada foi colocado formalmente, porque acredito que minha postura política é estar no grupo do governador Jerônimo”, afirmou.
Sobre a possibilidade de desgaste entre o MDB e o governo estadual caso o partido seja retirado da vice, Maia destacou o peso da legenda na eleição de 2022 e defendeu que as decisões sejam tomadas por meio da negociação política. “O MDB teve uma importância gigantesca na eleição de Jerônimo. Política não se faz com o fígado. Se faz com diálogo, com discernimento e com foco na coletividade”, declarou, mencionando também o papel de prefeitos, vereadores e parlamentares da sigla.
No plano nacional, Ricardo Maia avaliou que Lula chega competitivo para a eleição presidencial de 2026. Segundo ele, o histórico eleitoral do presidente e sua capacidade de articulação reforçam o favoritismo. “Eu vejo Lula muito forte. Ele tem uma história de vitórias e de construção política. Não existe eleição fácil, existe eleição para ser disputada e ganha”, afirmou.
Para o deputado, o cenário nacional ainda está aberto, mas a fragmentação da direita pode favorecer o presidente. “Quanto menos candidatos da direita, mais chance Lula tem de ganhar, inclusive no primeiro turno”, concluiu.
