Salvador, 26/07/2026 10:30

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Revolta em Dias D’Ávila: Crise no serviço de saúde e protesto contra reajuste dos professores

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Dias D’Ávila, localizada na Região Metropolitana de Salvador, vive um momento de grande insatisfação popular.

Duas questões têm mobilizado os moradores e evidenciado o descontentamento com a gestão do prefeito Alberto Castro: o reajuste salarial de apenas R$0,46 concedido aos professores da rede municipal e as longas filas para marcação de exames médicos, que têm se tornado um verdadeiro pesadelo para a população.

A recente aprovação de uma lei que concede um aumento salarial de apenas R$0,46 aos professores de Dias D’Ávila causou indignação entre os profissionais da educação. A lei, sancionada em abril de 2024, foi recebida como uma afronta pela categoria, que já vinha sofrendo com a falta de valorização e o descaso do poder público.

Nesta terça-feira(05) a insatisfação culminou em uma grande manifestação na BA-093, onde os professores se reuniram para protestar contra o que chamam de “humilhação”. Placas e cartazes denunciavam o reajuste insignificante e exigiam a revisão da lei, além do pagamento dos precatórios com juros e melhores condições de trabalho.

Leonardo Bispo, coordenador do Núcleo da APLB (Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Bahia) de Dias D’Ávila, foi uma das principais vozes do protesto: “Esse aumento de R$0,46 é uma verdadeira afronta aos profissionais da educação. Pedimos urgência na revogação dessa lei injusta e na reavaliação dos salários dos professores,” declarou.

Crise na Saúde: Filas Quilométricas para Marcar Exames

Enquanto os professores lutam por seus direitos, a população de Dias D’Ávila enfrenta outro grande problema: as intermináveis filas para marcar exames médicos. Vídeos que circularam nas redes sociais nesta semana mostraram o caos na Secretaria de Saúde do município, onde moradores aguardam por horas – e até dias – na esperança de conseguir uma vaga para um simples exame.

“Cheguei aqui às 17 horas e a fila não tem menos de 200 pessoas,” desabafou uma moradora que preferiu não se identificar. A falta de um sistema eletrônico de agendamento é vista como um grave descaso por parte da prefeitura, que, segundo os moradores, não tem demonstrado interesse em melhorar a situação. “Isso é desumano,” desabafou outra.

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