O líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador (CMS), Randerson Leal (Podemos), avaliou nesta segunda-feira (23) os desafios da agenda legislativa e os reflexos do período pós-Carnaval na capital baiana.
O vereador classificou como “horroroso” o episódio de invasão à Casa por sindicalistas, mas ponderou que eventuais punições devem observar critérios de proporcionalidade e responsabilidade individual.
“A invasão é uma coisa horrível, não deve acontecer. Vivemos uma democracia e ela tem que ter espaço para todos, mas nada supera o diálogo. O que pedimos é bom senso e que as pessoas sejam penalizadas na medida da sua culpabilidade”, afirmou o vereador.
No primeiro semestre de 2026, os debates devem girar em torno da revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), instrumento que orienta o crescimento e o planejamento urbano de Salvador pelos próximos anos.
Randerson destacou que a oposição atuará com firmeza na análise do texto, cobrando transparência e ampla participação popular nas audiências públicas. Ele também ressaltou a atuação do Observatório da Câmara durante o Carnaval, ferramenta que, segundo ele, ajudou a mapear gargalos estruturais, sobretudo na área de mobilidade.
“Identifiquei várias dificuldades, e uma delas é a acessibilidade, que ainda é muito precária nos grandes centros da folia. No último final de semana, tive que deixar meu carro na Mouraria e ir a pé ao Campo Grande porque tudo estava travado”, relatou.
Apesar das críticas à organização da festa, o parlamentar comemorou a execução de uma iniciativa de sua autoria, a Indicação nº 297/2023, que assegurou alimentação aos ambulantes credenciados durante o evento.
“Carnaval sem ambulante não existe. Comemoramos porque é um projeto da Câmara Municipal que mostra que os grandes temas passam por aqui para melhorar a vida do soteropolitano”, afirmou Randerson Leal.
