O presidente do PL na Bahia, João Roma, acusou o PT de ter criado uma espécie de “coronelismo 2.0” no Nordeste a partir do uso político de programas de transferência de renda. A declaração ocorreu durante uma análise sobre a relação entre a política nordestina e a disputa presidencial.
Segundo Roma, o modelo adotado pelos governos petistas teria aprimorado práticas que o próprio partido historicamente criticava no chamado coronelismo.
“Esse período do PT, eles aprimoraram. Eles, que eram tão críticos do antigo coronelismo, instauraram hoje um coronelismo 2.0”, afirmou.
Na avaliação do ex-deputado, programas de transferência de renda já existiam antes dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Roma citou iniciativas implementadas durante a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), como Bolsa Escola, Auxílio-Alimentação e Vale-Gás, além do Fundo de Combate à Pobreza.
Roma afirmou que, ao assumir a Presidência em 2003, Lula teria reunido e rebatizado iniciativas existentes sob o Bolsa Família, adotando uma comunicação mais direta com a população.
“Em 2003, quando Lula chegou ao poder, ele fez um novo envelopamento disso, batizou chamando de Bolsa Família, porque tinha outros programas”, declarou.
Roma defende Flávio como presidente voltado ao Nordeste
Ao abordar a situação da região, Roma afirmou que o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, pretende fazer um governo voltado ao desenvolvimento do Nordeste.
Segundo ele, Flávio já teria manifestado publicamente a intenção de se tornar “o melhor presidente para o Nordeste do Brasil”.
“Ele quer, claramente, fazer um governo que possa trazer o desenvolvimento para o Nordeste”, afirmou Roma.
O dirigente do PL também disse conhecer a realidade nordestina por sua trajetória e criticou análises que, segundo ele, tratam a população da região de maneira simplificada.
“Eu sou pernambucano de nascença e baiano por adoção. Conheço muito bem o Nordeste do nosso Brasil”, afirmou.
Roma ainda resgatou uma fala atribuída ao avô, João Roma, deputado nas décadas passadas, para defender que as pequenas cidades nordestinas possuem uma dinâmica política própria e que a população acompanha de perto as disputas locais.
Para o dirigente, a compreensão sobre a política nordestina exige considerar as circunstâncias sociais e políticas vividas diretamente pela população.
“Eu sempre gosto de dizer que a vítima nunca pode ser o culpado”, declarou Roma.