O deputado estadual Rosemberg Pinto (PT) denunciou a decadência de Salvador após mais de uma década sob o comando político de ACM Neto e seu grupo. Para o parlamentar, a capital baiana se tornou a principal prova de que o ex-prefeito não tem capacidade para promover na Bahia a transformação que promete na campanha.
Levantamento do IBGE apontou Salvador, em 2026, como a capital brasileira com maior índice de evasão populacional. O resultado reforça o que o último Censo já havia revelado: cada vez mais soteropolitanos desistem de viver na cidade que um dia foi conhecida como Terra da Felicidade.
Para Rosemberg, a saída da população tem relação direta com a falta de oportunidades e com o encarecimento da vida. “Salvador ficou mais cara, perdeu dinamismo econômico e deixou de oferecer perspectivas para muita gente”, afirmou.
O deputado lembra que, desde 2013, quando o grupo político de ACM Neto assumiu a Prefeitura, Salvador perdeu protagonismo econômico entre as grandes cidades do Nordeste. Ao mesmo tempo, cresceu a carga tributária municipal, com impostos, taxas e um IPTU entre os mais caros do país.
“É curioso observar que a arrecadação da Prefeitura cresceu enormemente, mas essa riqueza não se transformou em melhoria proporcional para quem vive na cidade. Temos uma prefeitura rica e um povo cada vez mais pobre”, criticou Rosemberg.
Ele também apontou a crise do transporte coletivo e questionou o investimento bilionário no BRT. Segundo o parlamentar, sem a expansão do metrô realizada pelo Governo do Estado e, agora, a chegada do VLT, a mobilidade de Salvador estaria em situação ainda mais grave.
Rosemberg afirmou ainda que, em 13 anos de Neto e Bruno Reis, os investimentos municipais em saúde e educação ficaram distantes das necessidades da população. Enquanto isso, empresas fecham portas e oportunidades econômicas diminuem na capital.
Para o deputado, o cenário desmonta a propaganda de ACM Neto. “Quem teve tantos anos para mudar Salvador e não conseguiu não pode agora vender a promessa de transformar a Bahia. A mudança que ele produziu na capital foi para pior, e o povo baiano não vai cair nesse conto do vigário”, concluiu.