Em entrevista em Luís Eduardo Magalhães, governador e professor defendeu o ensino integral como estratégia de segurança pública e cobrou engajamento das prefeituras na base educacional.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), reafirmou a meta estratégica de universalizar o ensino de tempo integral e a formação profissional em todas as unidades da rede estadual de ensino. Falando na condição de professor licenciado, durante entrevista ao vivo veiculada nesta segunda-feira, dia 8 de junho de 2026, no Jornal A Voz da Cidade, da Rádio Cidade LEM, o chefe do Executivo baiano defendeu que, embora as obras de infraestrutura viária e saneamento sejam cruciais para a dignidade humana, a educação permanece como a única ferramenta estatal capaz de promover uma transformação social profunda e emancipar o cidadão de forma definitiva.
O governador destacou o papel transformador da sala de aula ao compará-la a outras ações governamentais de impacto imediato. Jerônimo Rodrigues asseverou que o desenvolvimento cognitivo e o estímulo ao empreendedorismo dependem da priorização orçamentária do ensino, declarando: “levar energia, você botar água, você dá dignidade às pessoas. Mas só uma política transforma a cabeça nossa, que é a educação. Nenhuma faz. É a educação que dá a gente a capacidade de raciocinar, de fortalecer a nossa inteligência, de organizar as ideias, de ser empreendedor. Então nós não podemos abrir mão”.
Para atingir a excelência nos anos finais e no ensino médio, o gestor cobrou uma atuação consorciada e mais firme das prefeituras do interior baiano na primeira infância e no ensino fundamental. O líder baiano detalhou a responsabilidade dos municípios na preparação dos estudantes, argumentando que o Estado precisa atuar em regime de colaboração: “a única forma que nós vimos é, é pegar na mão dos prefeitos e ajudar a fazer creche, não é responsabilidade do Estado. Pegar na mão do prefeito e ajudar a construir um, um modelo de educação onde o primeiro grau, fundamental um e dois, seja fortalecido. Para esse menino chegar no segundo grau, no ensino médio, com capacidade de raciocínio, de operações e etc. E chegar na universidade, ter universidade. Olhe, antes do Lula nós só tínhamos uma única universidade, que era a de Salvador pública, só tinha uma”.
O chefe do Executivo concluiu detalhando o impacto de proteção social gerado pela permanência prolongada dos estudantes dentro do ambiente escolar. Jerônimo Rodrigues associou diretamente a expansão das 700 escolas estaduais de tempo integral à redução dos índices de criminalidade, enfatizando que “o adolescente, o jovem chega de manhã, 7, 7:30, tem o café da manhã, vai para a sala de aula, meio-dia almoça e de tarde ele continua na escola para poder fortalecer sua aprendizagem (…) quanto mais tempo o menino fica na escola, mais ele tem chance de aprender. Quanto mais tempo ele fica na escola, ele fica longe do crime, longe do convite das forças negativas (…) e é, acaba sendo uma política de segurança pública preservar, garantir à juventude um ambiente seguro. Essa tem sido o foco, eu espero que a gente possa ter fôlego para poder fazer a educação em tempo integral na rede inteira, essa é a meta. A rede inteira do Estado terá”.
