Em visita a Amargosa neste sábado (5), candidato do União Brasil citou episódios em Gandu e Porto Seguro e afirmou que governo terá que colocar criminosos “na cadeia ou pra fora da Bahia”
O candidato ao Governo do Estado ACM Neto (União Brasil) subiu o tom contra o avanço das organizações criminosas e prometeu assumir diretamente a articulação das forças policiais baianas por meio da criação da “Governadoria da Segurança”, caso seja eleito para o Palácio de Ondina a partir de 2027. A declaração foi dada durante entrevista coletiva neste sábado (5), no município de Amargosa, no Vale do Jiquiriçá, ao lado de aliados como o deputado Dal Barreto (União Brasil) e o ex-ministro João Roma (PL).
Ao criticar a gestão penitenciária estadual, o postulante defendeu medidas de contenção para impedir que unidades prisionais continuem operando como centros de comando do narcotráfico. “É colocar os presídios da Bahia para trabalhar de verdade, para punir os presos, e não ser playground de bandido como é hoje”, disparou Neto, sustentando que a nova estrutura integrará Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Técnica e Polícia Penal com investimentos em tecnologia de ponta e reajuste salarial para os agentes.
O candidato também apontou a perda de soberania do Estado em municípios do interior, citando ocorrências recentes no Baixo Sul e na Costa do Descobrimento como termômetro da insegurança pública. “Essa semana eu denunciei o que ocorreu em Gandu, o que ocorreu em Porto Seguro, e isso tá acontecendo em toda a Bahia, que é o domínio do tráfico de drogas. As facções criminosas que não existiam na Bahia vieram pra cá, se instalaram e tão tomando conta do território”, apontou.
Neto cravou que o objetivo central de seu programa para a pasta será desarticular as bases do crime nos bairros e cidades do interior, endurecendo a repressão policial. “A Governadoria da Segurança terá como principal propósito o de retomar o território, o de garantir que não haverá o que tá acontecendo hoje. A gente tem que botar bandido ou na cadeia ou pra fora da Bahia”, concluiu.