Salvador, 24/06/2026 05:05

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Presidente da FIEB defende pesquisas que exponham impactos econômicos de propostas em debate

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O presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), Carlos Henrique Passos, afirmou nesta segunda-feira (1º) que pesquisas de opinião pública precisam considerar não apenas a percepção imediata dos entrevistados, mas também os possíveis efeitos econômicos das medidas avaliadas. A declaração foi dada durante o fórum “Diálogos que Transformam”, realizado no Bistrot Trapiche Adega, em Salvador.

Ao comentar o papel dos institutos de pesquisa na análise de cenários políticos e econômicos, o dirigente elogiou metodologias que contextualizam os temas submetidos à avaliação da população. Segundo ele, esse tipo de abordagem contribui para resultados mais consistentes e úteis para a tomada de decisões por parte do setor produtivo e da sociedade.

“Eu acho que a pesquisa é norteadora de cenários, desde que ela seja construída sob uma formulação correta. Agora mesmo, recentemente, tivemos uma experiência com o instituto onde não só se procurou entender aquele benefício com a redução de jornada, mas também fazer com que o entrevistado pudesse perceber que uma modificação tem um custo. E aí, sim, claro, você começa a encontrar resultados que não são necessariamente aqueles que parecem óbvios, porque é muito fácil você buscar uma resposta sem mostrar qual é a consequência daquela resposta”, ponderou o presidente da FIEB.

A fala ocorreu em meio às discussões nacionais sobre mudanças nas regras trabalhistas, incluindo propostas de redução da jornada de trabalho. Para Passos, a qualidade de uma pesquisa está diretamente relacionada à forma como as perguntas são apresentadas aos entrevistados, especialmente quando envolvem temas complexos que podem gerar impactos econômicos e financeiros.

O dirigente argumentou que levantamentos de opinião devem permitir que a população compreenda os possíveis desdobramentos das medidas analisadas, incluindo eventuais reflexos sobre preços de produtos e serviços.

“Acho que o instituto, quando busca esse diagnóstico, mas também mostrando que as modificações podem encarecer, traz uma resposta mais ponderada, mais correta do ponto de vista do conceito a que uma pesquisa se propõe”, concluiu o dirigente.

Na avaliação do presidente da FIEB, pesquisas elaboradas com esse tipo de contextualização cumprem uma função importante ao oferecer diagnósticos mais equilibrados sobre temas de interesse público, auxiliando tanto o planejamento empresarial quanto o debate sobre políticas econômicas e trabalhistas.

andre
Jornalista com experiência nas editorias de esporte e política, com passagens pela Premier League Brasil, Varela Net e Prefeitura Municipal de Laje. Apaixonado por esportes e música.

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