Carlos Henrique Passos lamentou a ausência de confrontos programáticos no primeiro turno e afirmou que o eleitorado necessita de clareza sobre os planos de governo para o Brasil.
Ao avaliar o cenário pós-primeiro turno das eleições gerais, que confirmou a disputa presidencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro, Carlos Henrique Passos cobrou maturidade democrática das candidaturas e a realização regular de debates públicos.
Na perspectiva do representante da indústria baiana, a etapa inicial da eleição ficou aquém das exigências do país. «Infelizmente, o primeiro turno não se caracterizou pela oportunidade do contraditório e pelo confronto de propostas sérias sobre temas cruciais para a sociedade. O debate permaneceu aprisionado numa polarização de ataques que não projeta nenhuma perspectiva de melhora para a economia ou para a área social», avaliou.
Passos destacou que a exposição directa dos projectos no segundo turno é pré-requisito para conferir governabilidade ao futuro chefe do Poder Executivo. «Temos a esperança de que os dois candidatos compareçam a debates transparentes, propiciando reflexão ao eleitorado. A decisão deve decorrer do melhor plano para o Brasil, pois é essa troca de ideias que concede autoridade moral e força política a quem sair vencedor das urnas», concluiu o presidente da FIEB.