A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), deputada Ivana Bastos (PSD), detalhou como será feita a definição da pauta de projetos da Casa, em especial os de autoria dos parlamentares. A declaração aconteceu nesta terça-feira (2) em coletiva de imprensa.
Segundo ela, a escolha seguirá um critério de proporcionalidade e prioridade, com participação direta dos líderes partidários. “Cada parlamentar deve encaminhar aos seus líderes os projetos que deseja ver na pauta. Na segunda-feira, vamos sentar e discutir quantos projetos poderão ser votados. Não é possível que se aprove só de um deputado e não de outro. Na terça, junto com os líderes, vamos definir as prioridades. Vamos votar projetos do governo, do tribunal e também dar mais espaço para os projetos de deputados”, disse.
A parlamentar seguiu: “Não podemos permitir que um projeto fique três ou quatro anos parado. Na semana passada aprovamos contas de 2021 do Tribunal de Contas dos Municípios. Hoje, de 2022 e 2023. Não justifica esse atraso”.
De acordo com Ivana Bastos, a meta da Mesa Diretora é manter votações regulares às terças-feiras e, se necessário, também às quartas. Ela destacou que há o compromisso de dar prioridade a projetos apresentados por deputados estaduais já na próxima sessão.
Além disso, a presidente destacou a aprovação recente de pautas relevantes, como a reestruturação das carreiras da Polícia Civil e da Polícia Militar, além de medidas de impacto econômico, como alterações no IPVA e reajustes salariais: “Estamos dando respostas à sociedade. Todos os deputados estão de parabéns. A minha palavra é de agradecimento, porque quem ganha é a população baiana”.
Machismo
Na oportunidade, a presidente da ALBA avaliou que os questionamentos feitos pelo deputado Alan Sanches (União Brasil), durante a sessão plenária desta terça-feira (2), tiveram teor machista. Alan reforçou que gostaria de fazer um voto contrário em um projeto que já havia sido apreciado. Ele alegou que caso não fosse atendido, iria se retirar do plenário.
“Foi um mal-estar, muito desagradável. Acho que porque ali estava sentada uma presidente, uma mulher. Se fosse um presidente homem, não teria acontecido aquilo. Mas a gente vai tocando de cabeça erguida e mostrando resultado”, admitiu Ivana Bastos.
A parlamentar do PSD ressaltou que não aceitará expediente machistas durante sua gestão: “Foram 14 projetos hoje, na semana passada, se não me engano, foram 10. Estamos mantendo esse ritmo e, até o fim do ano, vamos provar que o nosso papel é pautar, discutir e votar os projetos. Esses aborrecimentos vão passar, com o tempo vão aceitar ter uma mulher à frente da presidência”.

