Respondendo a socorristas do Samu, gestora lembra que unidades de pronto atendimento são municipais e que o Estado precisou abrir emergência no Curuzu para socorrer a população.
Relatos de socorristas do Samu sobre dificuldades para desembarcar pacientes em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Salvador geraram manifestação imediata da secretária da Saúde, Roberta Santana, nesta quarta-feira (21). Em entrevista em Salvador, a gestora reforçou que as UPAs são geridas pela prefeitura e têm o dever legal de prestar acolhimento imediato.
Conhecedora das normas operacionais do sistema tripartite de saúde, Roberta destacou que a sobrecarga recai sobre o Estado justamente quando as prefeituras fecham as portas. “A UPA é responsabilidade do município de Salvador. A porta aberta é um princípio inegociável da urgência e emergência. O paciente não pode ficar retido em ambulância por falta de médico ou aparelho de raio-X”, afirmou.
A titular da Sesab lembrou que o governo estadual precisou assumir a gestão de unidades de pronto atendimento na capital e no interior para evitar a desassistência. “Nós reformamos e entregamos a unidade do Curuzu com sala vermelha e leitos ampliados porque a população não encontrava atendimento nos postos da prefeitura. Se há sobrecarga nos hospitais do Estado, é porque nós não recusamos socorro a nenhum cidadão”, enfatizou.